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Rio Grande do Sul Justiça gaúcha condena o governo federal a pagar indenização para aposentada filha de anistiado político

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Durante o regime militar no Brasil, família da autora da ação se exilou no Uruguai

Foto: Divulgação
Durante o regime militar no Brasil, família da autora da ação se exilou no Uruguai. (Foto: Divulgação)

A 6ª Vara Federal de Porto Alegre condenou o governo federal a pagar uma indenização de R$ 50 mil à filha de um anistiado político em razão de danos sofridos durante a ditadura militar. A sentença é do juiz Rodrigo Machado Coutinho.

Aposentada, a autora da ação pleiteava ser declarada anistiada política, requerendo indenização por danos morais e extrapatrimoniais. Relatou, na petição inicial, que seu pai teve o mandato de deputado estadual cassado em 1964, tendo sido preso e sofrido perseguição política em virtude da instauração do regime militar. A família, então, exilou-se no Uruguai, em 1966, onde permaneceu por quase uma década, sob vigilância constante e sem liberdade. O nome do ex-deputado não foi divulgado.

Segundo informações divulgadas nesta semana pela Justiça Federal, o governo, em sua defesa, alegou prescrição da pretensão e inexistência de responsabilidade civil. Ao analisar o caso, o magistrado negou o pedido de reconhecimento da condição de anistiada política, de forma reflexa, por não haver previsão legal. “Em que pese o pedido de anistia protocolado por seu pai ter sido deferido, visto que foi considerado perseguido político, os pedidos de anistia baseados em perseguição reflexa (perseguição sofrida por terceiro, mas que poderia ter refletido na vida do requerente), não se enquadram no comando legal”, afirmou o juiz.

Quanto à reparação econômica por danos patrimoniais, ele entendeu não ser cabível, pois faltou comprovação da ocorrência de perdas materiais diretas da autora, que era adolescente e, portanto, dependente dos pais à época dos fatos.

Por fim, foi julgado procedente o pedido de indenização por danos morais, devido às circunstâncias atestadas em processo administrativo, provas juntadas e declarações testemunhais. Segundo Coutinho, a autora acompanhou os pais no exílio, “permaneceu apartada de sua cidade natal, da comunidade brasileira e do restante de sua família. Não bastasse o isolamento, viviam sob constante vigilância, com medo e sem liberdade de se movimentar pelas ruas. Diante disso, passou grande parte de sua adolescência envolta à perseguição à sua família, situação que perdurou por anos, sendo possível visualizar danos morais reflexos”.

No entendimento da Justiça, “está demonstrada a existência de abalos morais reflexos, causados pelos fatos narrados e imputáveis à atuação ilícita do Estado. Não se trata, evidentemente, de mero dissabor”. Cabe recurso da decisão ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Com forte atuação na área da anistia política, a representação da parte autora é realizada pelo escritório Vecchio & Emerim Sociedade de Advogados, titularizada pelos advogados José Vecchio Filho e Stefan Emerim.

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Artur Borba
9 de abril de 2025 10:46

Kkkk doeu vovô

Bidio Rosa
9 de abril de 2025 10:38

Ditadura Nunca Mais ?

João Souza
9 de abril de 2025 11:24

Filha de comunista !!!!!!!

Vanderlei Ochoa
9 de abril de 2025 10:55

E a direita golpista queria repetir a dose.

Cezar Roldão Schuaste
9 de abril de 2025 11:53

Nooooossa, 61 anos depois ainda estão aplicando esse golpe contra o erário

Marcelo Neuri Haag
9 de abril de 2025 14:02

Bateram no senhor? Se machucou? Melhoras, ok?

Bidio Rosa
9 de abril de 2025 12:57

Artur Borba
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