Sábado, 23 de maio de 2026
Por Cláudio Humberto | 23 de maio de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Os seis juízes da Corte de Cassação, última instância judicial da Itália, negaram a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A Corte reconheceu, de forma explícita, os argumentos centrais da defesa: Zambelli é vítima de perseguição política no Brasil. Isso representa duro revés para o governo Lula (PT) e o ministro do STF Alexandre de Moraes, principal artífice das acusações. A prisão de Zambelli virou teste internacional sobre a credibilidade do Judiciário brasileiro. Perdeu, mané.
Constrangedor
A decisão italiana expõe, com clareza, o que vem sendo denunciado há anos: a judicialização da política e a politização da Justiça no Brasil.
Criminalização
Os juízes negaram extradição e validaram a alegação de que, no Brasil, dissidência política é criminalizada pelo aparato repressivo do Estado.
Perseguir não pode
Contaminar justiça com política viola princípios fundamentais do direito internacional que impedem extraditar em caso de “persecuzione politica”.
Cantando a bola
Recebeu tratamento de precedente incômodo o governo e STF insistirem em classificar opositores como “golpistas” ou “ameaças à democracia”.
Vorcaro gastou com advogados, mas não os tem
Com a delação rejeitada e a prisão mantida, Daniel Vorcaro acionará a defesa em busca de alternativas para enfrentar as acusações. Mas, que defesa? Após dispensar os serviços do criminalista José Luiz de Oliveira Lima, o Juca, especialista em delações premiadas, Vorcaro dá sinais de que a ficha caiu. Não é para menos: é acusado de gestão fraudulenta, organização criminosa, lavagem de dinheiro, ligação a milícia privada, interferências no Banco Central, corrupção de autoridades e etc.
Deleção seletiva
Vorcaro contratou Juca disposto a entregar tudo. Só que não. Com medo da rebordosa, calou sobre relações com ministros do STF, por exemplo.
Embromation recusada
A PF se preparou para negociar a delação, avançou na investigação e descobriu que a colaboração Vorcaro não seria suficientemente ampla.
Dinheiro não é tudo
Vorcaro apostou alto, como R$129 milhões para o escritório da esposa de Alexandre de Moraes. E não encontra advogado que o livre da cadeia.
Coleção de derrotas
O caso Zambelli fragiliza ainda mais a imagem internacional do governo Lula. Estados Unidos, Espanha e Argentina adotaram atitude idêntica, em proteção a brasileiros que alegaram perseguição política.
Pressentimento
Não por acaso, o ministro Moraes já cobrava providências do Itamaraty e do Ministério da Justiça para acelerar a extradição de Carla Zambelli. Parecia pressentir que negativa italiana era iminente.
Menos por mais
Rogério Marinho (PL-RN) alertou que as promessas vendidas por Lula não chegaram ao bolso da população: “O povo vai ao supermercado e volta com menos sacolas”, destacou o líder da oposição no Senado.
Contraste
Na Marcha dos Prefeitos, em Brasília, Lula (PT) nem sequer apareceu. O substituto Geraldo Alckmin foi recebido sob vaias, enquanto Flávio Bolsonaro foi ovacionado por prefeitos de todo o País ao subir ao palco.
Lacração no SUS
Carol de Toni (PL-SC) cobrou explicações do Ministério da Saúde, que trouxe termos lacradores na caderneta da gestante. A deputada diz que o governo tenta empurrar a pauta ideológica no documento.
Tá é bem
Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ) recebeu bem os números do Datafolha sobre Flávio Bolsonaro, sob intensa fritura. Diz que o Zero Um contina plenamente viável e altamente competitivo.
Crime ostentação
Internautas voltaram a viralizar vídeo da petista Deolane Bezerra, “amiga de Lula”, presa por ligação ao crime organizado, cozinhando em sua mansão, enquanto aparecem malas cheias de dinheiro vivo na bancada.
Estranha tara
Segundo o senador Sergio Moro (PL-PR), os diversos escândalos das eras petistas só teriam uma explicação: “O PT tem fetiche por corrupção! Só isso explica a sucessão de escândalos dos governos Lula”.
Pergunta na coerência
É estranho outros países não verem “golpe”?
PODER SEM PUDOR
Contra o crédito
Ministro da Fazenda do governo JK, José Maria Alkmin andava preocupado com a escalada da inflação e decidiu adotar medidas para combatê-la. Fez mais: iniciou uma campanha contra o crediário, para ele, inflacionário. A Associação Comercial do Rio de Janeiro não gostou, claro, queixando-se ao presidente. JK convocou Alkmin, que logo se explicou: “Mas, presidente, a minha campanha é contra as compras a prestação e não contra as vendas…”
(Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos – Instagram: @diariodopoder)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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