Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de julho de 2016
Um dia depois de a Câmara Federal de Buenos Aires (Argentina) ter divulgado uma contundente resolução na qual ordena o juiz Sebastián Casanello – encarregado do processo sobre a chamada rota do dinheiro K – a concentrar esforços em comprovar as “íntimas” relações comerciais entre a ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015) e o empresário Lázaro Báez, o promotor Guillermo Marijuán revelou que a Justiça já investiga responsabilidade da ex-chefe de Estado em operações de lavagem de dinheiro.
Segundo Marijuán, estão sendo produzidas provas, com a análise de ligações telefônicas e de uma suposta advertência dos Estados Unidos sobre negócios ilícitos de Báez – sócio da família Kirchner, preso desde abril – que Cristina teria optado por ignorar.
Atualmente há quatro processos judiciais que preocupam a ex-presidente, dos quais os mais importantes são Los Sauces, Hotesur e a rota do dinheiro K. O quarto, o único no qual Cristina já foi indiciada pelo juiz Claudio Bonadio – também encarregado do Hotesur – refere-se a irregularidades em operações de venda de dólar futuro por parte do Banco Central. Seria o menos importante porque a ex-presidente teria uma eventual condenação menor, por não cumprimento de deveres de funcionário público.
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