Terça-feira, 11 de Agosto de 2020

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Brasil A Justiça tornou réu e afastou o policial militar acusado de ter matado a menina Ágatha no Rio

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Policial é acusado de ter disparado o tiro que matou a menina Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos.

Foto: Reprodução/Facebook
O juiz declarou que não está "a impedir o exercício da atividade religiosa", que continua podendo ser livremente "desempenhada em casa, com os recursos da internet". (Foto: Reprodução)

A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do MPRJ (Ministério Público do Estado) contra o policial militar Rodrigo José de Matos Soares, acusado de ter disparado o tiro que matou a menina Ágatha Vitória Sales Félix, de 8 anos, no Complexo do Alemão, no mês de setembro. Agora, ele é considerado réu na ação, que corre na 1ª Vara Criminal. Rodrigo José de Matos Soares vai responder por homicídio qualificado. Se for condenado, poderá cumprir pena de 12 a 30 anos de prisão.

A menina Ágatha Vitória Sales Félix morreu no dia 20 de setembro após ser baleada na comunidade da Fazendinha, no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ela  estava no banco de trás de uma Kombi com a mãe quando foi atingida nas costas. O veículo estava parado, com o porta-malas aberto, e o projétil entrou pela traseira do utilitário, rasgou o forro do assento e a atingiu.

Na decisão, a juíza Viviane Ramos Faria determina também que o porte de arma de fogo de Rodrigo seja cassado e que o policial não exerça atividades de policiamento ostensivo até o fim do processo, mesmo já estando afastado, e proíbe que o policial saia do Rio de Janeiro.

Conforme a decisão, a morte ocorreu “por erro no uso dos meios de execução por parte do policial militar Rodrigo José de Matos Soares”. A juíza também afirmou que testemunhas relataram não haver confronto na região onde a menina foi baleada, enfraquecendo a versão dos policiais de legítima defesa.

Trajetória da bala

“O fragmento que atingiu a vítima foi disparado de baseamento da Polícia Militar em direção a um poste de concreto, que se fragmentou, e um dos fragmentos ricocheteou em sentido descendente e atingiu a base do porta-malas da Kombi, o qual ricocheteou novamente, atravessando o banco traseiro, atingindo fatalmente a vítima.”

Contradição

Os policiais que atuavam no Complexo do Alemão na noite em que Ágatha Felix foi baleada disseram em depoimento que dispararam pelo menos duas vezes para se defender de tiros disparados por criminosos.

Mas, em novembro, a Polícia Civil concluiu que não havia tiroteio no momento em que a menina foi atingida, e a conclusão do inquérito confirmou que a bala que a atingiu saiu do fuzil do policial militar Rodrigo José. A perícia ainda relata que, no momento do crime, não havia pessoas armadas além dos policiais.

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