Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 16 de abril de 2016
O PDT Pharma, único laboratório autorizado a produzir a fosfoetanolamina sintética, só começará a elaborar a “pílula do câncer” em dez dias. De acordo com a Secretaria da Saúde de São Paulo, o contrato previa a entrega do produto ao governo nessa sexta-feira, mas já foi informado pela empresa sobre o atraso, que já estaria previsto no documento.
O adiamento foi atribuído à necessidade de se adaptar, para um processo em larga escala, da metodologia de produção idealizada pelo criador da fórmula, Gilberto Chierice, do Instituto de Química da USP (Universidade de São Paulo) em São Carlos. A Furp (Fundação para o Remédio Popular), ligada à pasta, finalizará o processo, embalando 370 mil cápsulas em poucas horas.
“Precisamos fazer testes exigidos para estudos clínicos, que demandam alguns dias. Já dominamos o produto mas precisamos de um critério mais refinado em relação às suas características técnicas”, detalhou um representante da Furp. “É compreensível o surgimento de dificuldades.”
O uso da fosfoetanolamina se tornou motivo de polêmica desde outubro do ano passado, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) liberou o seu uso experimental, derrubando assim uma decisão da Justiça de São Paulo, que havia suspendido o seu fornecimento. (AG)
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