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Mundo Ladrões roubam quase 50 mil máscaras de hospital na Alemanha

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(Foto: Reprodução/DW)

Ladrões roubaram quase 50 mil máscaras protetoras destinadas a clínicas na cidade de Colônia, no oeste da Alemanha. Segundo informações divulgadas pela polícia nesta terça-feira (17), as máscaras foram levadas do centro de logística de hospitais da cidade, localizado no bairro de Mülheim. Uma funcionária do local percebeu o roubo na manhã de segunda-feira (16) e informou as autoridades.

Após o roubo, a equipe de gerenciamento de crises da cidade determinou que todos os estoques de equipamentos de proteção necessários na crise de coronavírus nas clínicas e serviços de emergência sejam verificados e que as medidas de proteção contra o furto desses itens sejam intensificadas.

“Esta é uma nova modalidade de roubo”, disse uma porta-voz das clínicas à agência de notícias DPA. “Estamos falando aqui de artigos que normalmente têm um valor medido em centavos, mas aparentemente há um mercado para eles agora.”

A porta-voz disse que, apesar do roubo, não há risco de uma escassez iminente desses produtos nos hospitais da cidade.

A polícia na Alemanha vem relatando diversos roubos relacionados à crise de coronavírus.

No estado da Baixa Saxônia, 20 pacotes com 1.200 máscaras de proteção foram roubados de um hospital na cidade de Sulingen no início deste mês. Na Renânia do Norte-Vestfália, o estado em que Colônia está localizada, os hospitais relataram o roubo de centenas de garrafas de desinfetante para mãos, produto agora escasso no comércio.

Em Berlim, grandes quantidades de desinfetantes, máscaras, luvas e roupas de proteção foram roubadas da unidade de terapia intensiva infantil da Clínica Virchow do hospital universitário Charité, onde estão em tratamento menores com câncer, informou a emissora RBB.

Fronteiras

No último domingo, a Alemanha decidiu fechar as fronteiras com França, Áustria e Suíça contra a pandemia de coronavírus. Nesta terça-feira, Angela Merkel afirmou que os líderes da União Europeia concordaram em fechar as fronteiras dos países por 30 dias.

As medidas restritivas adotadas por diversos países para combater a disseminação do coronavírus Sars-Cov-2, causador da doença respiratória covid-19, podem ter de vigorar por dois anos “em caso extremo”, disse nesta terça-feira Lothar Wieler, diretor do Instituto Robert Koch (RKI), responsável pela prevenção e controle de doenças na Alemanha.

Para Wieler, a pandemia do coronavírus pode durar “até dois anos”, e, por isso, a situação precisa ser constantemente reavaliada. O diretor-geral do RKI também lembrou que pandemias costumam ocorrer em “ondas”, mas que não se sabe exatamente com que velocidade essas ondas se propagam. Por isso, poderá demorar anos até que as infecções atinjam o nível esperado de entre 60% e 70% da população.

A duração da pandemia, segundo Wieler, também depende de quando haverá uma vacina disponível – o que poderia acontecer no ano que vem. As informações são da emissora internacional de notícias da Alemanha Deutsche Welle.

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