Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 12 de junho de 2015
Uma nova versão do lança-perfume tem causado mortes em São Paulo. A mistura artesanal leva solda (líquido de bateria de carro) e tíner. A droga foi a causa da morte de um jovem de 18 anos após 11 meses internado.
O médico João Maurício Castadelli-Maia diz que a substância é uma das preferidas entre os jovens atualmente. “Assim como o álcool, a droga induz prazer, euforia, excitação. Minutos depois, os efeitos passam para depressão do sistema nervoso”, conta.
Castadelli-Maia explica que o lança perfume artesanal causa danos ao sistema nervoso desde o primeiro uso. “São quadros que afentam a cognição, a atenção, a visão e a audição de forma crônica e, muitas vezes, de forma irreversível. A pessoa fica com demência.”
Darlan Mendes, parte da associação que organiza os “rolezinhos” na capital paulista, diz que o uso é frequente entre os moradores da periferia. “O lança-perfume é uma droga de fácil acesso. Nas áreas periféricas, ele chega a 5 reais. No Centro, de 7 a 15 reais”. E conta: “Nós temos dois a três casos de morte por semana. Fora quem passa mal”. Darlan, com a ajuda de outros colegas de “rolezinho”, organizaram uma campanha de conscientização e criaram um projeto de lei para controlar a venda dos ingredientes usados na mistura da droga, também conhecida como loló.
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