Sexta-feira, 19 de junho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
14°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Colunistas Lei João Gabriel, as corridas de rua sob intervenção legislativa!

Compartilhe esta notícia:

Uma atividade esportiva que caiu nas graças dos brasileiros poderá estar sob intervenção e regramento de uma nova lei!

Foto: Reprodução
Uma atividade esportiva que caiu nas graças dos brasileiros poderá estar sob intervenção e regramento de uma nova lei! (Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Sem dúvida a atividade esportiva mais democrática que existe e também uma das mais saudáveis à saúde, a queridinha dos brasileiros nos quatro cantos do país, é a corrida de rua.

Sim, democrática, pois independe de poder financeiro e horários para ser praticada, diferente de outras atividades que é necessário pagar mensalidades, possuir equipamentos ou uniformes específicos e estar lá em horários agendados para a sua prática, em geral a corrida de rua é assim, é ir para a rua e correr, em nome da saúde e da alegria, pois afinal vivemos em um país tropical, com muito sol e temperaturas agradáveis, em grande parte do ano, por quase todo o país.

A adesão a essa modalidade esportiva é tão grande que municípios e instituições oficiais, cada vez mais promovem rústicas, meia-maratonas, maratonas e outras atividades do gênero.

Em Porto Alegre, em 2025, terá um grande número de corridas de rua oficiais, até dezembro já estão programados 72 eventos, até agora serão mais de seis corridas por mês, mais de uma por semana, a expectativa é que cerca de 90 mil pessoas participem das provas até o final do ano. Em 2022, aconteceram 23 corridas, um aumento de 182% em três anos, nenhum esporte cresceu tanto, mas essa facilidade toda em praticá-lo carrega consigo alguns riscos à saúde e à vida.

Em meio 40ª Maratona Internacional de Porto Alegre, em 07 de junho de 2025, durante a meia-maratona, aconteceu um fato que irá mudar o acesso às corridas de rua oficiais, a morte de um corredor, o jovem João Gabriel Hofstatter De Lamare, de apenas 20 anos, ele faleceu enquanto participava da prova, uma tristeza sem tamanho e impossível de ser medida!

Devido a essa tragédia, o legislativo municipal da capital gaúcha mobilizou-se e partiu para a providência de um projeto de lei, que se aprovado, obrigará a apresentação de um atestado médico para a participação em eventos de corrida de rua oficiais, no município, é possível que, em um futuro próximo, outros municípios e estados brasileiros irão adotar leis semelhantes, dado a repercussão do caso.

Como já citado anteriormente a corrida praticada pelo cidadão comum, de forma autônoma é democrática e gratuita, mas quando alguém, um município ou alguma instituição organiza um evento dessa natureza, também está sujeito a responsabilidades e penalizações.

Essa obrigatoriedade do atestado médico, se acontecer por força de lei, poderá diminuir o aumento da prática esportiva em eventos oficiais, mas também poderá dar mais garantia à saúde para quem participar e mais segurança jurídica, para quem realizar o evento.

Para quem pratica a atividade de maneira autônoma e informal, também fica o conselho, procure um médico, faça os exames e só após os resultados positivos, pratique a atividade, pois um mal súbito seguido de óbito, pode acontecer em qualquer idade.

Não sabemos bem, nem é o objetivo desse texto explorar essa questão, mas a tragédia que se abateu sobre o jovem João Gabriel e por consequência à sua família, talvez teria sido evitada com um simples exame de rotina, ou não, quem sabe? Mas com certeza, é melhor prevenir! Fica a reflexão!

É muito importante praticar exercícios físicos, cuidar da saúde, mas para cuidar da saúde, precisamos antes de tudo, saber como ela está!

 

Prof. Luís Eduardo Souza Fraga
Historiador e Escritor
fragaluiseduardo@gmail.com

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Colunistas

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

1 Comentário
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Paulo Fraga
21 de junho de 2025 16:03

Atestado médico não adianta. Se a pessoa tem alguma comorbidade cardíaca, só aparece em exame de esforço e talvez em um eletro… Ir em um clínico geral e pedir um atestado é a coisa mais fácil que tem. Só vai dar um ar de cuidado e vai afastar muita gente das rústicas, pois muitos não vão querer ou ter como pagar um custo elevado para esses exames…ou perder um dia de trabalho para uma consulta com clínico… Minha opinião… só mais uma regra em um país que não vai servir para nada além de afastar as pessoas dos eventos.

Washington Olivetto, canonizado em Cannes
Bolsonaro no STF
Pode te interessar
1
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x