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Notícias Líder nas pesquisas eleitorais, Bolsonaro tem uma trajetória controvertida

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Bolsonaro chega à seção eleitoral em escola na Vila Militar, acompanhado do filho Flávio, que é candidato ao Senado. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Desde o período pré-eleitoral, sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa, o mestre em saltos da brigada paraquedista do Exército, Jair Messias Bolsonaro, candidato da coligação PSL-PRTB, liderou todas as pesquisas de intenções de voto para a Presidência da República.

À frente de um partido nanico, o PSL, com pouca verba partidária e sem marqueteiros de grife, o deputado Jair Bolsonaro, 63 anos, integrante por quase três décadas do chamado “baixo clero” da Câmara, confidenciou a amigos, conforme o jornal O Estado de S.Paulo, que está confiante, mas ao mesmo tempo surpreso com a chance de chegar à Presidência da República nas eleições 2018. Há até poucos meses, essa possibilidade também provocava risos nos corredores da Câmara – cujo comando ele disputou em eleição no ano passado e da qual saiu com apenas quatro votos.

Capitão reformado do Exército, Bolsonaro foi acusado de insubordinação no quartel e fez carreira política como uma espécie de sindicalista de famílias de soldados e cabos do Rio de Janeiro.

Neste domingo, ele votou às 9h na Escola Municipal Rosa da Fonseca – nome da mãe do primeiro presidente da República, o marechal Deodoro da Fonseca –, na Vila Militar, em Deodoro, na Zona Oeste do Rio. De Janeiro, na condição de líder das pesquisas.

O presidenciável estava acompanhado do filho e candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro.

Trajetória

Bolsonaro passou a tornar público seu projeto de chegar ao Palácio do Planalto depois das eleições de 2014, quando obteve 464 mil votos para permanecer na Câmara, um resultado expressivo para quem apresentava até então votações médias de 100 mil votos. O ponto de inflexão veio da sua aproximação com o pastor Silas Malafaia – que o casou com Michelle, uma ex-assessora do deputado na Câmara – e outros líderes de igrejas evangélicas do Rio. Nos seus discursos, a palavra “missão” deixou de ser usada como um jargão de caserna para se referir a uma suposta recomendação divina. “É uma missão. Eu não sei o motivo de Deus enxergar em mim a possibilidade de mudar o País”, disse.

Nessa trajetória recente, ele contou ainda com a participação em programas humorísticos na TV para propagandear suas propostas – muitas delas consideradas preconceituosas em relação a mulheres e gays, por exemplo, e de forte cunho conservador em termos de valores individuais. Assim ele se tornou conhecido no restante do País e passou a ser chamado de “mito”, um termo que, a princípio, ele pediu para não ser adotado pelos seguidores nas redes sociais, base de sua campanha. O atentado a faca durante a campanha em Juiz de Fora (MG), há pouco mais de um mês, serviu para cristalizar de vez essa imagem entre esses seguidores.

O presidenciável fez uma campanha popular, que reuniu grandes grupos de simpatizantes nas ruas, mas também foi alvo de muitas críticas e contraofensivas. Ocupando o espaço de principal rival do PT, o candidato firmou-se como defensor de propostas que se enquadram no arco da extrema-direita e nunca se intimidou com os limites impostos pelo politicamente correto. Sua trajetória parlamentar é marcada pela virulência de seus discursos – que ele considera como livre opinião, protegida pela imunidade parlamentar.

Fez, por exemplo, declarações consideradas ofensivas e discriminatórias contra negros e quilombolas. Em 11 de setembro, o STF julgou Bolsonaro por acusação de racismo – inocentando-o por um placar de 3 a 2 na Primeira Turma. Publicamente, se opôs às ações afirmativas, como a adoção de cotas étnicas para o ensino superior.

Demonstrou também ser contrário às leis de proteção ao público LGBT. Como deputado, combateu sem trégua, em 2011, quando Fernando Haddad (PT) era ministro da Educação, o que chamou de “kit gay” – um material didático contra homofobia que seria distribuído pelo governo para as escolas públicas.
Bolsonaro sempre se insurgiu ainda contra a proteção que os direitos humanos conferem aos que estão sob custódia do Estado. Já disse ser a favor da pena de morte e contra o Estatuto do Desarmamento. Condena a descriminalização das drogas e quer que o cidadão comum possa se armar, em legítima defesa, contra ação de bandidos. Esse foi o seu principal recado aos eleitores na área de segurança.

Com o sucesso de suas propostas e de sua pregação, Bolsonaro virou um fenômeno de massa, mas encontrou resistência, segundo demonstraram as pesquisas de opinião, no eleitorado feminino. Ele afirmou considerar questão de mercado a diferença salarial entre homens e mulheres – posição da qual mais tarde recuou, conforme destacou a Agência Brasil.

O candidato já foi condenado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por apologia ao estupro. Em 2014, da tribuna da Câmara, ele disse à colega deputada Maria do Rosário (PT-RS) que ela não merecia ser estuprada. Ele recorreu e o caso aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

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https://www.osul.com.br/lider-nas-pesquisas-eleitorais-bolsonaro-tem-uma-trajetoria-controvertida/ Líder nas pesquisas eleitorais, Bolsonaro tem uma trajetória controvertida 2018-10-07
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