Sábado, 10 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de dezembro de 2017
Lideranças do PMDB criticaram as declarações do ex-presidente e presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, que em 2018 não é fundamental para a candidatura do PSDB uma aliança com o PMDB do presidente Michel Temer. Na entrevista ao O Globo, Fernando Henrique disse que o PMDB vai se fragmentar e que o PSDB, com tempo de TV suficiente, não vai precisar ficar refém de uma aliança com o partido de Temer.
“O eixo do PMDB é fazer bancada na Câmara dos Deputados. Para isso o que prevalece são as alianças estaduais. Aliança nacional podemos fazer com eles. Aliás, eles já fizeram conosco. Adiantou? Não”, disse FHC.
No discurso da convenção tucana, no último fim de semana, Fernando Henrique disse que é melhor perder a eleição, do que o PSDB dar as costas a seus princípios. Lideranças do PMDB avaliam que o momento já é bastante delicado para alimentar novos atritos em relação a sucessão do presidente Temer.
“Era melhor não ter falado!”, reagiu o deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).
O vice-líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (PMDB-PE), minimizou a fala do ex-presidente tucano. Disse que são “flores do recesso”, numa referência a um tema que é inflado por falta de notícias mais quentes.
“Elas não vingam mas alimentam o debate! Prefiro não comentar! Acho que só teremos clareza do quadro sucessório após o carnaval”, respondeu Fernando Bezerra Coelho.
O deputado Daniel Vilela (PMDB-GO), presidente do partido em Goiás, foi mais crítico e disse que FH está, como o PSDB, sem rumo político.
“O ex-presidente Fernando Henrique está como o PSDB, perdido politicamente! Não sabem o que fazer, nenhum partido tem confiança mais neles. A sorte é a a figura do Alckmin, que não é arrogante, e os partidos que dão sustentação ao Governo não estão encontrando um candidato! Se encontrar o PSDB será um fiasco na eleição!”, reagiu Daniel Vilela.
O senador Eduardo Braga (PMDB-AM), diz que concorda com FHC em relação a aliança para 2018, já que o PMDB deve ter papel decisivo, ou seja, com candidato próprio.
“Respeito a opinião dele. Acredito que o PMDB terá um papel importante em 2018. Deve ter candidato ou papel decisivo devido à participação das lideranças regionais no processo eleitoral”, comentou Eduardo Braga.