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Mundo Líderes europeus demonstram apoio aos ataques contra Síria

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"Ainda hoje, a falta de compreensão e desconforto persistem", reconheceu a chanceler em referência ao ataque de 20 de julho. (Foto: Reprodução)

Muitos líderes europeus expressaram apoio neste sábado aos ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos contra a Síria, mas advertiram contra a potencial escalada do conflito na região. Representantes de países como Alemanha, Espanha, Itália, Bélgica, e República Tcheca, além de autoridades da UE (União Europeia), criticaram o uso de armas químicas pelo regime de Bashar al-Assad, o motivo alegado para a operação, e elogiaram a liderança norte-americana, junto com França e Reino Unido, no combate aos ataques químicos sírios.

“Apoiamos o fato de que nossos aliados dos Estados Unidos, Reino Unido e França assumiram responsabilidade, desta forma, como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU [Organização das Nações Unidas]. O ataque militar era necessário e apropriado para preservar a eficácia da proibição internacional ao uso de armas químicas e avisar o regime sírio contra outras violações”, declarou a chanceler alemã, Angela Merkel.

“Esta foi uma ação limitada e direcionada a atingir a capacidade de construir ou de difundir armas químicas. Não pode e não deve ser o começo de uma escalada”, declarou o primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni.

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, considerou o ataque “legítimo e proporcional” em relação às “atrocidades” observadas da Síria, numa referência aos ataques químicos que seriam supostamente comandados pelo governo de em particular o ataque reportado semana passada da cidade de Douma, nos arredores de Damasco. “O que ocorreu na Síria nos últimos dias vai muito além da constante violação de cessar-fogo”, acrescentou.

Para o primeiro ministro tcheco Andrej Babis, “o ataque contra o regime sírio que usa armas químicas para atacar a população civil era inevitável”.

O governo belga divulgou comunicado no qual disse condenar “veementemente todo uso de armas químicas, que são uma flagrante violação do direito internacional”, ao declarar que compreende a ação militar na Síria.
Já o presidente da Comissão da União Europeia, Jean-Claude Juncker, considerou que comunidade internacional tem a responsabilidade de identificar e punir os responsáveis por qualquer ataque com armas químicas. “Não é a primeira vez que o regime sírio usou armas químicas contra civis, mas deve ser o último”, disse.

Para o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, “os ataques dos Estados Unidos, França e Reino Unido deixam claro que o regime sírio, juntamente com Rússia e Irã, não podem continuar esta tragédia humana, pelo menos não sem custo”. Por meio de sua conta no Twitter, ele disse que a União Europeia “vai ficar com os nossos aliados do lado da Justiça”.

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