Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 30 de abril de 2019
A rebelião na madrugada desta terça-feira (30) de um grupo de militares venezuelanos em apoio ao líder opositor Juan Guaidó teve repercussão ao redor do mundo.
Estados Unidos
Washington, que lidera a pressão internacional pela saída do presidente Nicolás Maduro do poder, imediatamente expressou apoio ao levante militar. “Hoje o presidente interino Juan Guaidó anunciou o início da Operação Liberdade. O governo dos Estados Unidos apoia completamente os venezuelanos em sua busca pela liberdade e a democracia”, escreveu no Twitter o chefe da diplomacia, Mike Pompeo.
União Europeia
A UE (União Europeia) pediu “máxima moderação” na crise de Venezuela. “A UE está acompanhando de perto os últimos acontecimentos na Venezuela. Reiteramos que só pode ter uma saída política, pacífica e democrática para as múltiplas crises que enfrenta o país”, disse a chefe da diplomacia europeia Federica Mogherini em comunicado.
Luis Almagro, OEA
O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro, um dos primeiros a tornar público o seu apoio a Guiadó, escreveu no Twitter: “Saudamos a adesão dos militares à Constituição e ao Presidente encarregado da #Venezuela @jguaido. É necessário o pleno apoio ao processo de transição democrática de forma pacífica”.
Colômbia
O presidente colombiano, Iván Duque, pediu aos militares na Venezuela que se unam a Guaidó: “Lançamos um chamado aos militares e ao povo da #Venezuela para que se coloquem do lado certo da história, rejeitando a ditadura e a usurpação de Maduro”, escreveu no Twitter.
Grupo de Lima
O governo colombiano convocou uma reunião de emergência do grupo de 14 países que se opõe a Maduro e em apoio a Guaidó em busca de uma “solução pacífica” para a crise venezuelana. “Apoiamos plenamente o presidente interino @jguaido em sua luta para recuperar a democracia na Venezuela. O regime usurpador e ditatorial de (Nicolás) Maduro deve chegar ao fim”, disse a chancelaria do Peru, país que promove o bloco, logo após a solicitação da Colômbia.
Cuba
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, rejeitou a revolta contra seu aliado socialista, o presidente Nicolás Maduro, ao qual reiterou seu “firme apoio”. “Rejeitamos este movimento golpista que pretende encher o país de violência”, escreveu o governante cubano no Twitter.
Bolívia
O presidente dea Bolívia, Evo Morales, condenou “energicamente” o que chamou de “tentativa de golpe de Estado na #Venezuela, por parte da direita submissa aos interesses estrangeiros”, escreveu no Twitter. Morales chamou os “governos da #AméricaLatina que condenem o golpe de Estado na #Venezuela e impeçam que a violência tire vidas de inocentes”. E acrescentou: “Seria um nefasto antecedente deixar que a intromissão golpista se instale na região. O diálogo e a paz devem se impor sobre o golpe”.
Brasil
O presidente Jair Bolsonaro manifestou o apoio do Brasil “ao processo de transição democrática” na Venezuela. “O Brasil acompanha com bastante atenção a situação na Venezuela e reafirma o seu apoio na transição democrática que se processa no país vizinho. O Brasil está ao lado do povo da Venezuela, do presidente Juan Guaidó e da liberdade dos venezuelanos”, escreveu no Twitter.
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