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Notícias Linguagem usada no Facebook pode acusar sintomas depressivos

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O uso recorrente de certas palavras pode ser um sinal de depressão. (Foto: Agência Brasil)

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 300 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão. Cientistas da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, criaram um algoritmo que permite identificar sintomas da doença por meio da análise linguística de posts no Facebook.

Publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, o estudo levou em conta o uso de palavras específicas para analisar o bem-estar dos indivíduos.

Segundo o cientista social computacional da universidade, e um dos autores do trabalho, Johannes Eichstaedt, os dados encontrados em redes sociais podem apontar uma futura depressão porque os hábitos linguísticos dos usuários antes e depois do aparecimento de seus sintomas depressivos mudam. Termos como “lágrimas” e “sentimentos”, menções a hostilidade e solidão e o uso frequente de pronomes em primeira pessoa, como “eu” e “me”, passam a ser muito mais utilizados depois do advento da doença.

Os pesquisadores coletaram informações retiradas de perfis no Facebook e históricos médicos dos participantes para, posteriormente, analisá-los com a ajuda de técnicas de machine learning (aprendizado das máquinas). Mais de 1.200 pessoas consentiram em entregar seus dados para os pesquisadores. Dessas, apenas 114 haviam sido diagnosticadas com depressão por seus médicos. Restava aos profissionais observar se o algoritmo que criaram saberia identificar com precisão essas 114 pessoas dentro de um grupo bem maior.

O resultado final foi surpreendente: o método criado foi capaz de prever o desenvolvimento da depressão até três meses antes da primeira documentação da doença por parte dos médicos. Ou seja, a conclusão é de que os cientistas podem ter criado uma forma de identificar sintomas depressivos antes mesmo que psiquiatras o possam fazer – e usando apenas a linguagem e o Facebook.

A depressão

A depressão é um distúrbio afetivo que acompanha a humanidade ao longo de sua história. Pessoas que sofrem com distúrbios de depressão apresentam uma tristeza profunda, perda de interesse generalizado, falta de ânimo, de apetite, ausência de prazer e oscilações de humor que podem culminar em pensamentos suicidas.

Por isso, o acompanhamento médico é imprescindível o tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado.

A depressão atinge mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, a estimativa é que 5,8% da população seja afetada pela doença.

Tristeza x Depressão

Há uma grande diferença entre tristeza e depressão. A tristeza pode ocorrer desencadeada por algum fato do cotidiano, onde a pessoa realmente sofre com aquilo até assimilar o que está acontecendo e geralmente não dura mais do que quinze a vinte dias. Já a depressão se instala e se não for tratada pode piorar e passar por três estágios: leve, moderada e grave.

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