Segunda-feira, 07 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 11 de novembro de 2015
Uma loja de jeans tem chamado a atenção dos que circulam pela região central da Faixa de Gaza. A loja “Hitler” produz roupas a um custo acessível e é a segunda unidade dos empresários Hassan e Ahmed Radwan na área – a primeira foi aberta em Sheikh Radwan há três anos.
Além de ter um nome que remete ao extermínio dos judeus durante o holocausto da Segunda Guerra Mundial, uma clara provocação aos israelenses, os comerciantes resolveram vestir os manequins com peças que remetem às palestinas e com facas em mãos.
Desde o início de outubro, uma série de palestinos atacaram com facas diversos israelenses em áreas de Jerusalém e da Cisjordânia. A imprensa local chegou a chamar essa onda de ataques de “intifada”, que significa “revolta” em árabe.
Porém, por causa da repercussão internacional, os donos decidiram retirar os artefatos trocando-os por bandeiras da região e cobrindo os rostos dos bonecos com o keffiyeh (o véu utilizado pelos homens islâmicos).
Os irmãos Radwan são comerciantes há mais de 20 anos e vivem sua fase de maior sucesso. Há três anos, quando a região estava envolvida em armas, eles quiseram buscar um nome “adequado” a sua pequena loja de roupas. A inspiração veio da Índia onde, depois de pesquisar na internet, descobriram que um empresário precisou renunciar à “marca Hitler” pelas autoridades locais.
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