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Geral Lojas Americanas é alvo de pedido de despejo pelo Plaza Shopping, no Rio de Janeiro

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O pedido central dos administradores do shopping é para obrigar a desocupação do espaço em até 15 dias. (Foto: Reprodução)

Na esteira da crise que envolve a recuperação judicial do Grupo Americanas, o consórcio que administra o Plaza Shopping, grande centro comercial de Niterói (RJ), apresentou à Justiça do Rio de Janeiro uma ação de despejo contra a rede de varejo por falta de pagamento do aluguel.

O pedido central dos administradores do shopping é de liminar para obrigar a desocupação do espaço em até 15 dias, sob pena de despejo forçado em caso de permanência.

A gigante do varejo ocupa uma loja com mais de 2.700 m² no terceiro andar do shopping, e não honrou, segundo o Plaza, com as despesas previstas para o mês de dezembro, totalizando dívida de R$ 610.767,43. A discussão está na 8ª Vara Cível da Comarca de Niterói.

Recuperação judicial

Após a aprovação do pedido de recuperação judicial da Americanas, os credores e os acionistas já começam a se articular para avaliar a proposta que será feita pela varejista para reduzir o nível de endividamento de R$ 43 bilhões, conforme revelado no pedido apresentado à Justiça do Rio.

De acordo com fontes, já é esperado entre os credores financeiros que a rede varejista ofereça um corte entre 80% e 90% do valor total da dívida.

As fontes destacaram que já estão em andamento as conversas com a Rotschild, empresa contratada para atuar na intermediação entre os acionistas da Americanas e os credores no Brasil e no exterior.

Segundo uma das fontes ouvidas pelo jornal O Globo, sob condição de anonimato, o clima será de uma extensa e estressante negociação. Ninguém espera que o plano de recuperação judicial da Americanas seja aprovado antes de dois anos.

Segundo classificou a fonte, esse é o período esperado hoje no cenário razoável. “Será um longo período de discussões”, explicou esse executivo que não quis se identificar.

O consenso inicial dos credores é que seria necessário um aporte da empresa de cerca de R$ 15 bilhões. Mas, de acordo com diversos credores, é quase “zero” a possibilidade de que os acionistas de referência façam uma proposta nesse primeiro momento. “Haverá uma pressão inicial neste primeiro momento seguindo a estratégia dessa última semana”, lembrou.

No dia seguinte ao pedido de recuperação judicial aprovado pela Justiça, o caixa da Americanas já subiu para cerca de R$ 600 milhões nesta sexta-feira com bancos iniciando o processo de desbloqueio dos recursos. Na quinta-feira, a situação da varejista chegou a um nível crítico, com R$ 250 milhões, afetando a capacidade de pagamento e gerando forte preocupação entre os fornecedores.

Ao aceitar o pedido de recuperação judicial, a Justiça determinou o desbloqueio de uma série de recursos retidos pelos bancos. O Bradesco já liberou os R$ 474 milhões que havia bloqueado.

O Itaú também já liberou cerca de R$ 50 milhões. O Banco Votorantim também desbloqueou recursos. Há ainda, segundo a Americanas, dinheiro retido com Safra e BTG. De acordo com o pedido apresentado à Justiça, a Americanas tem R$ 43 bilhões em dívidas e um total de 16.300 credores.

A decisão que determina a liberação de recursos retidos pelos bancos, porém, não atinge o bloqueio de R$ 1,2 bilhão feito pelo BTG. Porém, a Americanas vai recorrer, segundo fontes. As informações são do jornal O Globo.

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