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Acontece Luiz Carlos Mendonça de Barros participa de reunião-almoço do Sincodiv/Fenabrave-RS

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Luiz Carlos Mendonça de Barros
Luiz Carlos Mendonça de Barros analisou o cenário econômico durante o evento. Fotos: Jackson Ciceri/O Sul

Luiz Carlos Mendonça de Barros, presidente do conselho da Foton Caminhões, engenheiro e economista, ex-presidente do BNDES e ex-ministro das Comunicações está em Porto Alegre e participou pela manhã de uma reunião-almoço na sede do Sincodiv/Fenabrave-RS, ao lado também de Luiz Carlos Paraguassu, diretor de relacionamento e Ricardo Mendonça de Barros, diretor comercial da Foton, a convite da entidade, presidida por Fernando Esbroglio.

Luiz Carlos Mendonça de Barros abordou a estratégia da Foton, em focar em um novo segmento em expansão no país, a linha de caminhões de até 13 toneladas, voltada às necessidades urbanas.

Segundo ele, o mercado está favorecido hoje pela mudança no perfil do usuário, que também busca neste modelo mais compacto, novas fontes de renda e opções profissionais. Ele citou o exemplo de caminhões de lixo de menor porte, adaptados aos modernos condomínios, que crescem nas grandes cidades. A entrega de gás residencial, em caminhões que necessitam de fluidez para deslocamentos no trânsito é outro exemplo. A expectativa da Foton diante deste cenário é de vender 40% mais caminhões de até 3,5 toneladas. A Foton já detém 5% do mercado neste segmento. No nordeste brasileiro, a participação de mercado é de 7,5% “e a qualidade se impôs”, atesta Ricardo Mendonça de Barros. “O mercado reconhece a qualidade da Foton”.

Em uma visão mais econômica, Luiz Carlos Mendonça de Barros analisou o que define como coeficiente de importação, que mede a relação entre o total de gastos na economia e a produção interna, especialmente de bens industriais. Lembrou do período entre 2006 e 2012, quando ocorreu um boom nas importações de produtos industriais chineses em função de seus preços mais baixos em dólares e da moeda desvalorizada artificialmente. Já em 2015 o real perdeu 45% de seu valor em relação ao dólar e 42% em relação à moeda chinesa. Este movimento criou em um primeiro momento um choque inflacionário intenso mas trouxe uma correção importante na competitividade da indústria. Os efeitos trouxeram um saldo comercial que em agosto foi o maior dos últimos anos e deve apresentar um número acima de 12 bilhões de dólares. Segundo ele, deveremos entrar agora em uma fase de ajustes ao novo equilíbrio de preços relativos entre produção interna e importações. “Depois de um longo período de queda de nossa produção industrial as empresas brasileiras terão que se adaptar ao novo perfil de demanda e ocupar o espaço das mercadorias importadas, sejam elas bens finais ou componentes intermediários.

Mendonça de Barros disse ainda que podemos dar como terminada a fase da ond chinesa de exportações de produtos industriais para os países do mundo emergente, como o Brasil, pois a nova postura da moeda chinesa nos mercados de câmbio leva naturalmente à

perda de competitividade da indústria daquele país.

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