Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de julho de 2018
O Coronel do qual sou secretário na ALAP (Associação Latino-Americana de Publicidade), pois ele é presidente honorário e um dos fundadores com o Roberto Duailibi, festejou 80 primaveras no dia 14 de julho, assim como eu celebrei 84 anos no último dia 6, na Catedral Metropolitana de Porto Alegre com uma Missa de Ação de Graças pela Vida e pela Paz.
Pensei em um presente branding, um buquê com flores gaúchas (Orquídeas, Lírios, Brinco da Princesa, Hibisco, Ipê Amarelo, Rosa Branca, Tuna, Hortênsia e Araucária), mas lembrei de um regalo que ganhei de um criativo design anônimo, com uma foto minha bem trabalhada com Capacete de Guerra e abaixo os dizeres GENERAL FIRME. Então faria um Preito de Gratidão ao publicitário, escritor e poeta. O nosso candidato a uma vaga na Academia Brasileira de Letras: MARECHAL LUIZ CORONEL.
E o Coronel merece este título pomposo, pois na Revolução ele era Juiz e, por suas convicções de liberdade de imprensa, foi preso e se “auto soltou”, brincando com o Coronel que o prendeu. Abandonou a Justiça onde certamente seria um dos ministros notáveis.
Eu penso como ele e não sei por que, na conclusão de um curso na Voice of América em Washington no mês de agosto de 1965, quando eu era formando em Propaganda e Jornalismo na FAMECOS, o jornalista Emilio Braier de Cachoeira do Sul, que era diretor do núcleo de jornalistas brasileiros na grande emissora que tinha 2.000 funcionários e transmitia programas em 43 idiomas, me perguntou sob censura do FBI: “Cite três obras do Governador Brizola?”. Com a coragem do Paixão Cortes, bradei: “Plano de Escolarização, Refinaria Alberto Pasqualini e a fantástica Estrada da Produção que rasga meu Estado”. E o presidente americano financiou o asfaltamento em 64 pelo projeto Aliança para o Progresso. “Por que você é contra a Revolução?”. “Não entro no mérito porque não entendo política, que é necessária para existir democracia. O que mais lamento é a falta da liberdade de imprensa pela qual eu ‘peleio’ sempre”.
O censor deu o O.K. para prosseguir a segunda parte da entrevista. “Diga para os ouvintes no mundo quais as três personalidades do seu país que você mais admira. Refleti por um minuto e “taquei”: “PELÉ, ROBERTO MARINHO POR SER DEFENSOR DA LIBERDADE DE IMPRENSA E IEDA MARIA VARGAS, MISS UNIVERSO, QUE É DO MEU CLUBE CANTEGRIL DO QUAL SOU DIRETOR SOCIAL”. Novamente o censor deu O.K. e o Emilio, da terra do Paulo Sergio Pinto, Adroaldo Streck e do Willy Haas, me abraçou e chorou por minutos e acabamos em sua casa com uma lauta feijoada com o feijão preto que levei como presente.
O efeito do meu depoimento foi “cascata” e, em outubro de 1965, a Organização dos Estados Americanos (com a presença de Dean Rusk, secretário de Estado, Averell Harriman, Embaixador itinerante do Presidente Kennedy; e José Mora Otero, uruguaio e presidente da OEA) promoveu uma reunião no Rio de Janeiro para que o Brasil voltasse à normalidade democrática e fui convidado especial para promover a Exposição dos Financiados da Aliança para o Progresso, que nossa turma de 65 realizou de 26 a 30 de dezembro no Parque de Exposições Menino Deus, inaugurada pelo poderoso General de Exército, Justino Alves da Silva e fui escolhido entre os colegas para ser seu cicerone para mostrar a EFAP sob a vigilância de um forte esquema de segurança. No final, me deu os parabéns e declarou para a imprensa que a iniciativa dos estudantes da FAMECOS ajudava o nosso país voltar a ter crédito e iria recomendar seu filho para visitar a EFAP.
Coronel e Marechal Luiz, com a “justiça” vamos segurar a democracia. (João Firme)
Os comentários estão desativados.