Terça-feira, 13 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 12 de outubro de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nessa segunda-feira (12) que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, precisa apontar qual ilegalidade justificaria a suspensão do canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para divulgar conteúdos da campanha petista.
“Eu não sei a decisão, não tô acompanhado essa decisão. De qualquer forma, o departamento jurídico da campanha vai cuidar dele. Eu acho que eles estão extrapolando em algumas decisões contra a minha campanha, isso é visível, isso já foi denunciado”, disse Lula.
No domingo (11), Kassio determinou a suspensão do canal após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Pouco depois, o corregedor-geral eleitoral do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a decisão e autorizou a retomada das atividades até que o plenário da Corte analise o caso.
“ Nós vamos continuar fazendo campanha e para ele achar que ele tem que cortar, ele tem que mostrar qual é a ilegalidade que tem. O que não pode é o presidente da Suprema Corte Eleitoral ter lado na política. O lado dele tem que ser o lado da igualdade de comportamento, da igualdade de procedimento. Todos têm que ter o mesmo direito diante da Justiça Eleitoral. É isso que eu quero”, declarou o presidente.
Lula também afirmou que pretende ampliar a mobilização digital da campanha. “Eu não vou criar só o Exército do Lula, eu vou criar agora o Exército, a Marinha, a Aeronáutica no WhatsApp. É a forma mais barata da gente fazer campanha e nós vamos continuar criando o nosso exército”, disse.
As declarações foram feitas após uma missa na capela do Palácio da Alvorada em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. Lula participou da cerimônia acompanhado da primeira-dama, Janja, do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e do senador Camilo Santana (PT-CE). Representantes de movimentos de moradia popular também estiveram presentes.
Durante o evento, o presidente mencionou pautas de campanha, como o fim da escala de trabalho 6×1 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança. Ele disse estar confiante na vitória nas eleições de 25 de outubro.
A celebração ocorreu em meio à circulação de informações falsas sobre uma suposta intenção de Flávio Bolsonaro de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A alegação ganhou repercussão durante a campanha e foi usada no debate político entre os candidatos.
Relatório técnico
Em relatório divulgado nessa segunda, a área técnica do TSE informou que não identificou, nas publicações do canal entre 2 e 11 de outubro, reproduções das afirmações citadas pela campanha de Flávio Bolsonaro na denúncia apresentada à Corte. A análise foi solicitada por Kassio Nunes Marques após as decisões sobre a suspensão e a reativação do grupo.
O documento, porém, também registrou linguagem polarizadora e atuação coordenada para a disseminação de conteúdo nas mensagens examinadas. A conclusão se refere ao material analisado pela equipe técnica e não equivale a uma avaliação irrestrita de todas as publicações já feitas no canal. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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