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Política Lula conta os dias para o 31 de março passar. Na data deveriam ser lembrados os 60 anos do golpe militar. Mas o presidente busca reconciliação com os quartéis

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O 31 de março marca o início da ditadura que fechou o Congresso.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
O 31 de março marca o início da ditadura que fechou o Congresso. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conta os dias para o 31 de março passar. Na data deveriam ser lembrados os 60 anos do golpe militar. Todavia, o petista busca reconciliação com os quartéis. Como o tema ainda é melindroso para a tropa, Lula achou que seria uma boa ideia trocar o não dito de um lado pelo não dito do outro. Ficou combinado que as Forças Armadas, ao menos oficialmente, nada falarão, e o governo idem. O contexto inclui as investigações sobre o papel das Forças Armadas na suposta tentativa de golpe de Estado, abertas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após o 8 de Janeiro de 2023.

O 31 de março marca o início da ditadura que fechou o Congresso, cassou e caçou opositores e promoveu a tortura. Também foi o regime que pôs o próprio Lula, então um sindicalista, na prisão.

Mas o hoje presidente parece preferir o silêncio. Quando disputou a Presidência pela primeira vez, o petista oscilava entre mordidas e acenos às Forças Armadas. Nos idos de 1989, a ditadura já tinha terminado e o presidente era José Sarney. Ainda assim, o serviço de inteligência militar considerou importante produzir um “glossário” para ajudar a caserna a entender quem era Lula.

No documento de 77 páginas da Secretaria de Inteligência da Aeronáutica, há um Lula de A a Z, com destaque para o que o petista falava deles, os militares. Mas também sobre outras coisas: de Palestina a Nicarágua; de capitalismo a privatização de bancos; de drogas a homossexualidade.

Os autores do relatório explicaram que, com o crescimento da popularidade de Lula e sendo ele um dos favoritos na disputa presidencial, “torna-se conveniente para os militares, genericamente, o conhecimento do ideário do líder maior do PT, acerca das Instituições castrenses, sua aplicação, destinação constitucional, organização, etc”.

E acrescentaram: “Julgamos de igual modo oportuno, neste trabalho, traçar uma abordagem mais ampla sobre o pensamento de Lula em outros campos (político, econômico e social), com o único objetivo de complementar o perfil desse político que, em uma década, ascendeu do anonimato à disputa”.

A origem do petista é assim resumida no texto: “O Partido dos Trabalhados, na verdade, uma ‘frente’ de tendências políticas – onde convivem, nem sempre harmonicamente, trotskystas, comunistas, socialistas, ativistas vinculados ao dito ‘clero progressista’, ‘terroristas’ (…) – foi o berço que abrigou e que, em uma década, lapidou o comportamento político de Lula. O líder sindical, carismático, adquiriu, no PT, personalidade política e, liderando um aguerrido e ruidoso partido, alçou voos mais ousados, passando a influenciar, por seu comportamento peculiar e opiniões sem circunlóquios, considerável parcela da sociedade”.

O relatório traz uma coletânea de frases do petista. O documento é registro do seu tempo. Tanto pela forma inusitada – um relatório de inteligência militar sobre candidato presidencial – como pelo conteúdo, com frases e declarações que vinham do contexto pós-ditadura. As declarações carregam visões de mundo do petista, naquela época. O documento lista pérolas do então sindicalista sobre os militares. Em palestra nos Estados Unidos em 1989, o então candidato do PT previu que, com a formação na caserna, o primeiro general “democratizado” iria receber sua patente somente em 2026.

Em 2003, primeiro mandato de Lula, o Exército fez publicar o livro 1964 – 31 de Março: o movimento revolucionário e sua história. Ele reproduz uma série de entrevistas de oficiais-generais revisitando a dita revolução redentora. Na introdução, o livro reclama da imprensa, diz que há um movimento revanchista que falseia o passado e ironiza a indenização de perseguidos políticos.

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12 Comentários
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Getulio Dos Santos Dias
18 de março de 2024 23:46

A reconcialização é o carro forte do sr. mandatário.

Eloa Guterres Dos Santos Guterres Dos Santos
19 de março de 2024 00:17

Eu tinha 14 anos e lembro como se fosse hoje da intervenção militar.

Vanderlei Stefani
19 de março de 2024 00:25

Exército já discute retirar de Braga Netto o posto de general
Avaliação é de que Walter Braga Netto deve ser considerado “indigno para o oficialato” por ter promovido ataques contra colegas de farda que não aderiram à trama golpista

Vanderlei Ochoa
19 de março de 2024 11:25

Gosta da dita dura,não? hahahahahah

Vanderlei Stefani
19 de março de 2024 03:20

🐂🐂🐂🐂🐂🐂🐂🐂🐂🐂🐂🐂

João Fernando Zacher
19 de março de 2024 01:04

O que foi um dia de Glória e respeito para o exército em 64, hoje é motivo de chacota para os atuais “generais” melancias. – O Sargento Tainha e o ZERO … ” À ESQUERDA “, no cumprimento. Olhando a foto dá para notar a macheza nas poses e o orgulho de se apresentarem com um presidiário, ladrão condenado em várias instâncias. O mesmo cara que lhes deu as costas em pleno dia da posse deixando o comandante do dia, falando sozinho. kkkk E a cara-de-pau de terem sacaneado um colega de farda que sempre valorizou as FFAA, como foi… Leia mais »

Paulo Jesus Corrêa
19 de março de 2024 01:07

Nada de novo, Ele e sua turma não mudaram em nada, muito pelo contrário! O Diabo é Diabo por ser velho!

Artur Borba
19 de março de 2024 05:36

O golpe que nunca foi golpe, um presidente que abandonou o poder. Só pra analfabetismo que nem este demente que existiu golpe.

Fernando Krause
19 de março de 2024 15:42

Vergonhoso militares se curvando à um criminoso condenado e recondenado em 3 Instâncias por corrupção, condescendente com terroristas do MST, Hamas, ditadores comunistas acusados até de narcotráfico internacional…

Nilton G Veiga
19 de março de 2024 16:36

Alinhamento de melancias, ladrões, corruptos, quadrilheiros, FA’s, hipócritas, estelionatários, ditador, … só a nata.

Dea Einsfeld
19 de março de 2024 20:35

O Lula é que é o covarde mas ele chama Bolsonaro de Covarde. Sempre apontando o dedo sujo para os outros. É a história do Brasil no dia 31 de março. Nada pode ser apagado. Lula covarde, nessa época tu andavas incitando operários para fazer greve.O passado desse ex presidiário é obscuro e negativo.

Dea Einsfeld
19 de março de 2024 20:42

O ato de 31 de março foi um pedido do povo, faz parte da história deste país.

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