Quinta-feira, 09 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 10 de novembro de 2025
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva contornou um mal-estar com a cantora Fafá de Belém às vésperas do início da COP30, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas. A artista mais famosa da capital paraense estava aborrecida por não ter sido convidada para cantar na programação oficial. “Estive nas aberturas de outras COPs, mas na do Pará não fui convidada”, havia desabafado ela no fim de outubro, em entrevista à revista Ela.
Avisado das queixas de Fafá, Lula levou a cantora na sexta passada para conhecer a área reservada onde chefes de Estado e governo se reuniam na Cúpula do Clima. Na visita, ele convidou a artista para cantar na abertura oficial da COP30, nessa segunda-feira (10), ao lado da ministra Margareth Menezes (Cultura).
A cantora Fafá de Belém se apresentou na manhã dessa segunda-feira (10) durante a cerimônia de abertura COP 30, realizada em Belém. O evento marcou o início oficial das atividades da conferência, que reúne líderes e delegações internacionais na capital paraense até o dia 21 de novembro.
Com uma carreira que ultrapassa cinco décadas, Fafá interpretou a canção “Amazônia”, em um momento de celebração à região que sedia o encontro climático.
A apresentação contou ainda com a participação especial da ministra da Cultura, Margareth Menezes, que subiu ao palco para cantar “Emoriô”, composição de Gilberto Gil e João Donato.
Antes de iniciar o show, Fafá se apresentou ao público e fez um agradecimento especial. “Meu nome é Fafá de Belém, sou cantora, ativista, mas antes de tudo uma mulher amazônida. Obrigada a todos que estão, vieram olhar para a gente. Obrigada, presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por trazer o mundo para olhar o povo que vive embaixo dessa floresta”, disse.
Durante sua participação, a artista também saudou autoridades, líderes e delegações presentes na cerimônia.
A solenidade, acompanhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por autoridades nacionais e internacionais e por representantes de mais de 130 países, foi marcada pelo anúncio de compromissos ambiciosos rumo a uma agenda de implementação climática. Eleito presidente da COP30, o embaixador André Corrêa do Lago destacou que esta é uma conferência que “tem que apresentar soluções” e que precisa ouvir e respeitar a ciência. “É a COP da verdade”, afirmou.
Lula reforçou o protagonismo do Brasil ao sediar o evento “no coração da Amazônia”, citando desafios logísticos, a diversidade do bioma e a centralidade de povos indígenas e comunidades tradicionais. O presidente também fez um apelo à ação: “O impossível é não ter coragem de enfrentar desafios”.
A ministra Margareth Menezes destacou o papel do Brasil no debate climático global. “A COP reúne quase 200 países comprometidos em proteger o planeta. É aqui que governos, cientistas, movimentos e povos tradicionais negociam caminhos concretos para enfrentar a crise climática. Nos últimos dias, temas como justiça climática, Amazônia, sociobiodiversidade e inovação mostraram a urgência da ação. A cultura integra esse esforço porque mobiliza e conecta as pessoas. O Brasil voltou a exercer protagonismo na luta pelo clima, pela vida e por um futuro justo para todas e todos”.
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