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Política Lula conversa com o filho sobre a investigação do INSS e pede que não deixe respingar no governo

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Foi a segunda conversa que os dois tiveram em meio às investigações.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Foi a segunda conversa que os dois tiveram em meio às investigações. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ligou para o filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na semana passada, e voltou a pedir que ele preste os esclarecimentos necessários em relação a qualquer envolvimento com nomes investigados nas fraudes do INSS. A ligação ocorreu na terça-feira (3), dias após Lulinha ter tido os sigilos quebrados pela CPMI do INSS. Foi a segunda conversa que os dois tiveram em meio às investigações.

Fontes a par do assunto disseram, sob reserva, que Lula tratou de pedir que o filho “puxe pra si” toda a responsabilidade do caso. A ordem, no Palácio do Planalto, é evitar que o assunto respingue no presidente. O entorno de Lula sabe que o tema será usado pela oposição durante a campanha eleitoral. A avaliação, portanto, é que quanto mais rápido o filho do presidente esclarecer o que tiver que ser esclarecido, melhor. Aliados dizem que é fundamental evitar ao máximo a exploração do assunto pelos adversários.

Depois que os dois tiveram a primeira conversa, Lula foi a público dizer que o filho vai pagar o preço se tiver feito alguma coisa. No ano passado, já tinha dito que o filho dele não seria poupado, caso tivesse qualquer envolvimento. O nome de Fábio Luís Lula da Silva aparece nas investigações de fraudes do INSS. Ele não é investigado, mas a suspeita é de uma suposta ligação dele com o lobista Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

O surgimento de indícios contra “Lulinha”, levou o filho do presidente a se tornar um dos focos das investigações da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, no Congresso Nacional. No fim do mês passado, numa reunião tumultuada, os parlamentares conseguiram aprovar a quebra do sigilo fiscal, bancário e telemático de Lulinha.

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), anulou a decisão. A comissão de inquérito deve apresentar um recurso e também mira um convite para ouvir esclarecimentos do magistrado.

A cúpula da CPMI se reuniu nesta segunda-feira (9) com a Advocacia do Senado para tratar do recurso. O pleno do STF analisará a decisão de Dino em julgamento virtual a partir do dia 13 de março.

A quebra de sigilo de Lulinha identificou que ele movimentou R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026. Os dados foram obtidos pela CPMI. A defesa do filho do presidente criticou os vazamentos das informações.

Lulinha não é investigado pela Polícia Federal, mas foi mencionado ao longo das apurações. O nome dele apareceu nas operações de busca e apreensão contra a empresária Roberta Luchsinger, realizada em meados de dezembro do ano passado. A PF apura se Lulinha manteve uma sociedade oculta por meio de Roberta com Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A empresária também teve a quebra de sigilo aprovada pela CPMI e, depois, suspensa por Dino na quarta-feira (4).

 

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