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Mundo Lula convida o presidente de direita da Bolívia para vir ao Brasil

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O convite foi confirmado pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que participou da posse do líder boliviano.(Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou uma carta convidando o novo presidente da Bolívia, Rodrigo Paz Pereira, para visitar o Brasil e discutir novas oportunidades de cooperação entre os dois países.

O convite foi confirmado pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que participou no sábado (8) da posse do líder boliviano.

Alckmin destacou o histórico de boas relações entre os dois países e afirmou que o possível encontro entre Lula e Paz deve ter como foco a expansão das parcerias bilaterais.

“A Bolívia tem a maior fronteira com o Brasil, mais de 3 mil quilômetros, e queremos fortalecer essa parceria. Na área do agro, há uma possibilidade enorme. O Brasil compra fertilizantes. Podemos avançar na questão de energia, gás, fertilizantes, agronegócio, indústria e infraestrutura”, afirmou o vice-presidente em entrevista a jornalistas.

Questionado sobre a presença de organizações criminosas brasileiras na Bolívia e o combate ao crime transnacional, Alckmin disse que o enfrentamento deve ser feito de forma conjunta.

“Esse trabalho precisa ser de vários países, tem que ser um trabalho conjunto e identificar os líderes das organizações criminosas, prendê-los em penitenciária de segurança máxima e brecar, cortar o fluxo de dinheiro”, afirmou.

Rodrigo Paz Pereira tomou posse no sábado, encerrando um ciclo de quase 20 anos de governos de esquerda na Bolívia, iniciado com Evo Morales e seguido por Luis Arce.

Em seu discurso, o novo presidente fez duras críticas à gestão dos antecessores e prometeu um novo rumo político para o país.

Furto

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi vítima de “furto com abuso de confiança” no caso do PL (projeto de lei) Antifacção. A expressão está prevista no artigo 155 do Código Penal e se refere a um furto cometido por alguém em quem a vítima confiava e que trai essa confiança para cometer o crime.

“Foi exatamente isso o que fizeram com o presidente Lula: subtraíram a autoria e o espírito do PL Antifacção, elaborado pelo Ministério da Justiça para fortalecer o combate a elas, endurecer as penas, bloquear bens e criar o Banco Nacional de Facções Criminosas”, disse Lindbergh. (Com informações da Folha de São Paulo)

 

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