Terça-feira, 01 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Lula desafia juíza sobre ser dono do sítio, e ela rebate: “se começar nesse tom, teremos problemas”

Compartilhe esta notícia:

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é acusado de ter recebido propina. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a juíza federal substituta Gabriela Hardt protagonizaram momentos de embate logo no início do interrogatório do petista no processo do sítio em Atibaia (SP) na tarde desta quarta-feira (14). Neste processo, o ex-presidente é acusado de ter recebido propina de aproximadamente R$ 1 milhão por meio de reformas realizadas no sítio pelas empreiteiras Odebrecht, Schahin e OAS. O MPF (Ministério Público Federal) também atribui a Lula o sítio, cuja propriedade está registrada nos nomes de Fernando Bittar, amigo da família de Lula, e Jonas Suassuna. As informações são do portal de notícias UOL.

A juíza iniciou o interrogatório perguntando ao ex-presidente se ele sabia do que estava sendo acusado no processo, ao que Lula prontamente respondeu: “Não. Gostaria que a senhora pudesse me explicar qual é a acusação”.

Após Hardt explicar brevemente que Lula responde por supostos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, o ex-presidente rebateu: “Eu imagino que a acusação que pesava sobre mim é que eu era dono de um sítio em Atibaia”.

“Não, não é isso que acontece. É ser beneficiário de reformas que foram feitas”, interrompeu a juíza, dizendo que a acusação “passa pela relação” de Lula ser o dono do sítio.

O ex-presidente insistiu mais uma vez: “Doutora, eu só queria perguntar, primeiro um esclarecimento, porque eu estou disposto a responder toda e qualquer pergunta. Eu sou dono do sítio ou não?”.

“Isso é o senhor que tem que responder, não eu, doutor, e eu não estou sendo acusada neste momento”, devolveu a juíza. “Não, quem tem que responder é quem me acusou”, rebateu Lula.

A juíza então subiu o tom e disse que, se Lula continuasse agindo daquela forma, haveria “um problema”.

“Doutor, senhor ex-presidente, esse é um interrogatório. E se o senhor começar nesse tom comigo, a gente vai ter um problema. Vamos começar de novo”, disse. “Eu sou a juíza do caso e vou fazer as perguntas que preciso que sejam esclarecidas para que o caso seja sentenciado ou algum colega possa sentenciá-lo”, completou.

O advogado José Roberto Batochio, um dos defensores de Lula, interveio e afirmou que, de acordo com as leis, o interrogatório é o “momento em que o acusado exerce a autodefesa”.

A intervenção rendeu alguns momentos de desentendimento entre Batochio e o procurador Athayde Ribeiro Costa, do MPF. “Eu estou me dirigindo ao juízo”, disse o advogado, que questionou: “O senhor quer substituir o juízo?”.

A juíza repreendeu a discussão e então perguntou a Lula se ele se sentia apto a ser interrogado naquele momento. “Eu me sinto apto e me sinto desconfortável”, disse Lula.

“Se o senhor se sente desconfortável, o senhor pode ficar em silêncio”, respondeu Hardt. Lula ainda perguntou quando ele poderia falar, ao que a juíza disse, mais uma vez, que o petista poderia responder às suas perguntas.

“Eu não vou responder interrogatórios e nem questionamentos aqui. Está claro?”, insistiu a juíza. O desentendimento durou mais alguns segundos, enquanto Lula dizia que “não imaginava que seria assim” e que era “vítima de uma mentira há muito tempo”. Hardt prontamente cortou a fala do ex-presidente e insistiu: “então vamos para as perguntas”.

Ao longo da oitiva, Lula e a juíza tiveram outros momentos de enfrentamento, vários deles com Hardt saindo em defesa do seu antecessor, Sérgio Moro, a quem o ex-presidente acusou de condená-lo sem provas.

Também durante o interrogatório, Lula negou saber quem pediu, quem pagou e quem realizou as obras no sítio de Atibaia.

Após o depoimento, o ex-presidente retornou à Superintendência da Polícia Federal, onde está preso desde abril cumprindo pena de 12 anos e um mês de prisão pelo caso do tríplex de Guarujá (SP).

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

“Quem estiver devendo para Justiça não terá espaço no meu governo”, disse Bolsonaro sobre um cargo em embaixada para Temer
Bolsonaro disse que o programa Mais Médicos não será suspenso
Pode te interessar