Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de maio de 2017
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na última sexta-feira (5) que não vai permitir que “continuem mentindo” a respeito dele. Ele não falou explicitamente sobre o depoimento do ex-diretor da Petrobras Renato Duque ao juiz federal Sérgio Moro, mas disse que a Lava-Jato tem uma “tese pronta” que o coloca como líder de uma organização criminosa. “O que não vou permitir é que continuem mentindo a meu respeito”, declarou o petista.
“Se eles não me prenderem, quem sabe um dia eu mando prender eles por mentirem”, afirmou Lula em um discurso durante o 6º Congresso Nacional do PT, em São Paulo, que teve a participação do ex-presidente do Uruguai José Mujica. Lula ainda desafiou “qualquer um” a dizer que “depositou dez reais ilegais” na sua conta.
O advogado Cristiano Zanin Martins, defensor do ex-presidente, afirmou, em nota, que o depoimento do ex-diretor da Petrobras “segue o padrão já identificado nas declarações dos novos candidatos a delatores que o antecederam, caso de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, e de seu subordinado Agenor Medeiros”. “Eles citam Lula, falam de encontros e de conversas com o ex-presidente, mas não têm qualquer prova do que afirmam” disse Zanin.
Para o advogado, “ao dizer que Lula tinha ‘pleno conhecimento de tudo,tinha o comando”, Duque busca pôr em pé a falaciosa tese” da força-tarefa da Lava-Jato. “Depoimentos cruzados – e combinados – não substituem provas”, afirmou.
O Instituto Lula também se manifestou por meio de nota. Segundo o comunicado, as declarações do ex-diretor da Petrobras são uma tentativa dos “acusadores” do ex-presidente de “fabricar depoimentos mentirosos”. “Como não conseguiram produzir nenhuma prova das denúncias levianas contra o ex-presidente, depois de dois anos de investigações, quebra de sigilo e violação de telefonemas, restou apelar para a fabricação de depoimentos mentirosos.”
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