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Notícias Lula diz em entrevista que pode ser candidato outra vez

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"Para defender esse projeto, eu posso ser candidato outra vez", disse o ex-presidente. (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu uma entrevista ao telejornal SBT Brasil na noite de quinta-feira. Na oportunidade, falou brevemente sobre seu futuro político e afirmou que pode ser candidato à chefia do Executivo outra vez.

O petista admitiu que fazer isso apenas para evitar que a oposição ganhe é uma “bandeira pequena”, mas que se for para defender o projeto de governo que “promoveu a inclusão de milhões de pobres neste País”, ele está disposto a concorrer. “Para defender esse projeto, eu posso ser candidato outra vez. Não tenha dúvida que estou disposto a ser candidato”, disse, em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar.

O petista também afirmou não temer ser investigado e até preso em consequência das operações Lava-Jato ou Zelotes, da PF (Polícia Federal). “Não temo ser preso porque eu duvido que alguém nesse País, do pior inimigo meu ao melhor amigo, do empresário pequeno ao grande, diga que teve uma conversa comigo ilícita.”

Lula chamou as investigações de pessoas próximas a ele, como seu ex-chefe de gabinete Gilberto Carvalho e seu filho Luís Cláudio, de “coisas normais de um País democrático”, possíveis graças à independência dada para instituições como PF e Ministério Público Federal. Ele argumentou, porém, que o País vive na “república da suspeição”, em que pessoas são condenadas pela opinião pública pelo simples levantamento de suspeitas.

O ex-presidente teceu críticas à política econômica de sua sucessora, Dilma Rousseff. Ele disse considerar um erro exagerar nas desonerações e citou o exemplo da gasolina, cujo represamento nos preços acabou gerando uma inflação acumulada quando os reajustes foram liberados.

Lula sustentou que Dilma foi “vítima do sucesso de seu primeiro mandato”. Segundo ele, a presidenta apostou em políticas de desoneração para assegurar o emprego no País em um momento de crise na economia global, mas refutou que a mudança na direção da política econômica tenha configurado um “estelionato eleitoral”.

“De repente, depois da campanha, percebeu-se que estava saindo mais dinheiro que entrando”, disse para justificar a mudança na direção do governo de sua sucessora. Lula minimizou os sinais que foram apresentados a Dilma desde 2013, de que sua política econômica estava equivocada, e negou também que tenha pedido a ela, nessa época, o afastamento de Guido Mantega do Ministério da Fazenda.

“Não recomendei. Disse apenas que pessoas que estão há muito tempo no governo deviam ter uma reflexão para sair e para deixar que haja renovação dentro do governo”, declarou. (AE)

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