Sexta-feira, 16 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 15 de outubro de 2026
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em entrevista à Globo nessa quinta-feira (15), que está preocupado com o crescimento da dívida pública e defendeu que a solução para o problema fiscal brasileiro é estimular o crescimento da economia, em vez de cortar gastos que afetem a população mais pobre.
“Você acha que eu não estou preocupado? Eu estou preocupado. Eu criei uma família com cinco filhos. Eu sei o que é dívida”, declarou.
A declaração foi dada à jornalista Renata Lo Prete após Lula ser questionado sobre a política de juros do Banco Central, comandado por Gabriel Galípolo, indicado por ele, e sobre a avaliação do presidente do BC de que o modelo de crescimento baseado no estímulo ao consumo estaria esgotado.
O presidente respondeu que, historicamente, as tentativas de ajuste fiscal acabam prejudicando a população de baixa renda.
“O jeito de você resolver o problema fiscal é fazer a economia ficar crescendo”, afirmou Lula. “Eu estou com 80 anos de idade, eu vivo isso há 50 anos, dessa briga: toda vez que alguém quer resolver o problema fiscal, o povo pobre paga. Toda vez, é o povo pobre. Eu não quero que o povo pague”, disse.
Lula também citou os resultados econômicos de seus primeiros mandatos para defender sua posição. Segundo ele, o crescimento da economia permitiu ao Brasil quitar a dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI), acumular reservas internacionais e melhorar sua posição entre as maiores economias do mundo.
“Porque o único jeito de você fazer o déficit, com relação à dívida, diminuir é crescer a economia, [e não] cortar [do] pobre”, afirmou.
Questionado sobre o aumento da dívida pública em seu atual governo e as críticas de economistas à trajetória do endividamento, Lula reconheceu a importância do controle das contas.
“Eu sei o que é dívida. Eu sei que, se a gente perdeu o controle do nosso orçamento, a coisa quebra e vai quebrar do lado mais fraco”, declarou.
O presidente afirmou ainda que tem divergências com economistas sobre a condução da política econômica e defendeu políticas de crédito e incentivo à microeconomia para “fazer o dinheiro rodar na mão do povo”.
Ao ser perguntado se pretendia mudar a condução da política econômica em um eventual novo mandato, respondeu: “Estou propondo não cortar dinheiro dos pobres”. (Com informações do portal G1)
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