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Política Lula diz que Bolsonaro criou “parcela raivosa” que gera reações violentas como a de Jefferson

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Em coletiva neste domingo, candidato do PT ressaltou que "já disputamos tantas eleições neste país e nunca vimos uma aberração dessa, uma cretinice dessa"

Foto: Reprodução
Em coletiva neste domingo, candidato do PT ressaltou que "já disputamos tantas eleições neste país e nunca vimos uma aberração dessa, uma cretinice dessa". (Foto: Reprodução)

Candidato do PT à Presidência, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste domingo (23) que “não é um comportamento adequado, nem normal” os disparos do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) contra agentes da Polícia Federal, e que a reação teria sido motivada pela criação de uma “parcela raivosa da sociedade brasileira” durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.

— Já disputamos tantas eleições neste país e nunca vimos uma aberração dessa, uma cretinice dessa, que esse cidadão, que é o meu adversário, estabeleceu no país. Ele conseguiu criar neste país uma parcela da sociedade brasileira raivosa, com ódio, mentirosa, que espalha fake news o dia inteiro, sem se importar se o seu filho está vendo ou não (…). Isso gera comportamentos como o do ex-deputado Roberto Jefferson e de outras pessoas que seguem nosso adversário — afirmou Lula, em coletiva de imprensa neste domingo em São Paulo.

Lula disse ainda que o teor das ofensas dirigidas por Roberto Jefferson contra a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF) “não é possível de ser aceito por quem ama a democracia”.

— As ofensas que esse cidadão fez à ministra Cármen Lúcia, não é possível de ser aceito por quem ama a democracia, que gosta da verdade e que respeita os outros. (…) Ninguém tem o direito de utilizar os palavrões que ele utilizou contra uma pessoa comum, muito menos contra uma pessoa que exerce o cargo de ministra do Supremo Tribunal Federal — ressaltou Lula.

Campanha contra fake news

Ao comentar as pesquisas mais recentes de intenção de voto, que mostram uma redução na vantagem do petista ante Bolsonaro, Lula reafirmou que a atual eleição não é mais uma disputa normal, mas sim uma luta da democracia contra a barbárie.

— O que está em jogo neste instante não é mais a campanha (…). É se a democracia vai prevalecer neste país ou se a gente vai viver a barbárie da mentira, a barbárie do genocídio, da falta de respeito com o povo brasileiro. Por isso nós vamos fazer uma campanha muito intensa nas redes e na televisão para restabelecer a verdade neste país — disse.

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