Domingo, 22 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de fevereiro de 2026
Reunião com americano pode ocorrer em março.
Foto: Arquivo/White HouseO presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste domingo (22), que pretende defender “tratamento igualitário” entre os países em eventual encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para março. Segundo Lula, o Brasil não quer uma “guerra fria”, mas relações equilibradas, sem imposições de nações mais poderosas sobre as mais fracas.
“Quero dizer ao presidente Trump que não queremos uma guerra fria. Queremos ter relações iguais com todos os países e receber deles também um tratamento igualitário”, declarou, após agenda oficial na Índia.
A declaração foi dada após reunião com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, com quem assinou acordo sobre minerais críticos e terras raras. Os dois líderes também manifestaram a meta de elevar o comércio bilateral para US$ 30 bilhões até 2030.
Lula criticou a imposição unilateral de tarifas pelos EUA no ano passado. Segundo ele, o governo brasileiro soube das medidas “pelo Twitter”. O presidente também mencionou o que chamou de “autoritarismo” em negociações com grandes potências, ao afirmar que, em alguns casos, “um impõe sua vontade ao outro”. Em contraste, elogiou o diálogo com a Índia, que classificou como uma “política de iguais”.
A Suprema Corte dos Estados Unidos anulou a maior parte das tarifas globais impostas por Trump, mas o presidente americano anunciou posteriormente uma taxa de 10% sobre importações. Em outro gesto, isentou exportações estratégicas do Brasil de uma tarifa de 40% que havia sido aplicada meses antes.
Lula e Trump se reuniram em outubro passado na Malásia, encontro que ajudou a reduzir tensões entre os dois governos.
Minerais e investimentos
Ao comentar a pauta do possível encontro, Lula afirmou que “não há nada proibido na mesa de negociação” e citou o tema dos minerais estratégicos. “O que não vamos permitir é que nossos minerais críticos e terras raras sejam explorados como no passado”, disse, ao lembrar que o País exportava matéria-prima para depois importar produtos manufaturados.
Segundo ele, o governo criou um conselho para tratar do tema com “mais seriedade e objetividade”. O presidente também indicou que pretende discutir comércio, parcerias universitárias, a situação de brasileiros que vivem nos EUA e investimentos americanos no Brasil, que, segundo afirmou, “há muito tempo deixaram de existir”.
“O mundo precisa de tranquilidade, não de turbulência. Precisa de paz”, declarou.
Lula voltou ainda a defender a reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, com a inclusão de países em desenvolvimento como Índia e México. Para ele, é necessário fortalecer a ONU diante de crises recentes, como as registradas na Venezuela, em Gaza e na Ucrânia.
(Com O Estado de S.Paulo)
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A nova ordem está traçada: o Leão Persa, o Urso Russo e o Dragão Norte-Coreano unidos sob a mesma bandeira de soberania. Que venham os impérios decadentes — o futuro pertence aos que resistem!
A direita adora intervenções americanas. Até aplaudem o filho ( EDUARDO BOLSONARO) do presidiário lá conspirando contra o nosso país. Como tem marginais nessa direita golpista. Parabéns ESTADISTA LULA. Defender os interesses do bre denunciar o tio sam por intervenção em outros países é uma obrigação de gente que preza a DEMOCRACIA. E a autodeterminação dos povos.