Sexta-feira, 02 de outubro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Lula diz que o Brasil poderá ter que importar arroz e feijão por conta das enchentes no Rio Grande do Sul

Compartilhe esta notícia:

Lula falou de críticas a gastos públicos, relator da Reforma Tributária e do presidente do Banco Central. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (7) que com as chuvas que atingem o Rio Grande do Sul o governo cogita importar arroz e feijão para equilibrar a produção e evitar um aumento dos preços.

“Agora com a chuva eu acho que nós atrasamos de vez a colheita [do arroz] do Rio Grande do Sul. Se for o caso para equilibrar a produção, a gente vai ter que importar arroz, a gente vai ter que importar feijão para que a gente coloque na mesa do povo brasileiro um preço compatível com aquilo que ele ganha”, afirmou Lula durante entrevista a rádios.

O Rio Grande do Sul produz 70% de todo o arroz no Brasil. A previsão neste ano era de uma safra de 7,4 milhões de toneladas, mas esse cálculo foi feito antes das chuvas.

O mercado brasileiro de arroz é relativamente ajustado e a produção nacional se aproxima do consumo doméstico que, anualmente, é em cerca de 10 milhões de toneladas.

A Conab aponta que os períodos chuvas excessiva ou secas severas causam impedimentos no cultivo do arroz, o que reflete em redução de área e perdas significativas na produção. Quando isso acontece, gera pressão sobre os preços internos do produto e ocorre uma redução no consumo. Com isso, para suprir a demanda, o país recorre a importação do produto para reabastecer os estoques.

O Brasil importa cerca de 1 milhão de tonelada por ano, a maior parte do Paraguai, que entra via terra por Mato Grosso do Sul. A consultoria Dataagro estima perdas de 10% a 11% na produção de arroz do estado e um prejuízo de R$ 68 milhões aos agricultores da região.

O Rio Grande do Sul também tem produção de soja e milho e feijão. Para essas culturas, o Datagro prevê perdas de 3% a 6% na soja, com prejuízo entre R$ 125 milhões e R$ 155 milhões a produtores. Para o milho, a estimativa de perdas de 2% a 4%, com prejuízo de R$ 7 milhões a R$ 12 milhões.

Impactos

As fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul já deixaram 90 mortos confirmados, 132 desaparecidos e 361 pessoas feridas até esta terça-feira. Os temporais, que começaram em 27 de abril, ganharam força no dia 29 e já afetaram mais de 1,3 milhão de pessoas em território gaúcho, de acordo com o último boletim da Defesa Civil.

Mais de 155 mil pessoas estão desalojadas e outros 48 mil estão em abrigos. A marca já supera a última tragédia ambiental no estado, em setembro de 2023, quando 54 pessoas morreram.

Durante a entrevista, Lula lembrou dos temporais que atingira a Bahia em 2022. Sem citar o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, Lula afirmou que lembrava que “o presidente da República estava passeando em um jet ski”.

Na época, Bolsonaro passava férias no litoral de Santa Catarina e era visto com frequência andando de moto aquática. Ao todo, 25 pessoas morreram e 32.594 ficaram desabrigadas. Bolsonaro não visitou as áreas atingidas.

“Eu lembro quando teve a cheia na Bahia, em 2022. Eu lembro que o presidente da República estava passeando em um jet ski em Fernando de Noronha e não se preocupou. Eu lembrei esse caso para chamar a atenção para o seguinte: ainda tem muita fake news contando mentira sobre o Rio Grande do Sul, desmerecendo as pessoas que estão trabalhando.”

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Economistas veem impacto de pelo menos 0,10 ponto na inflação brasileira com as chuvas no RS
Governo federal pede investigação de responsáveis por fake news sobre enchentes no RS
Pode te interessar