Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 28 de fevereiro de 2016
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu, em ação apresentada ao STF (Supremo Tribunal Federal), na sexta-feira, que foi seu amigo José Carlos Bumlai – preso pela Operação Lava-Jato – que realizou as obras no Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), investigado pelo Ministério Público por ser possível propriedade oculta do ex-presidente. Segundo ele, o imóvel foi comprado pelo amigo e ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar (PT), em 2010, para que as duas famílias pudessem “conviver” e para que ele pudesse “acomodar objetos” recebidos do “povo brasileiro” durante os mandatos.
“O Sítio Santa Bárbara foi prospectado pelo Sr. Jacó Bittar no ano de 2010, quando ele tinha o interesse de adquirir um local que pudesse servir para que sua família pudesse conviver com a família do autor – após este deixar a Presidência da República –, além de outros amigos”, informa a ação cível ordinária protocolada no STF.
A Lava-Jato e o Ministério Público paulista investigam a compra do sítio em 2010, pelo valor declarado de 1,5 milhão de reais, e a reforma realizada no local, em 2011. Há a suspeita de que duas empreiteiras envolvidas no esquema de cartel e corrupção na Petrobras – Odebrecht e OAS – tenham participado da obra, como compensação por contratos na estatal. O imóvel está registrado em nome de Fernando Bittar, filho de Jacó, e Jonas Suassuna – ambos são sócios de um dos filhos de Lula. (AE)
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