Sábado, 17 de outubro de 2026
Por Cláudio Humberto | 4 de outubro de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Os eleitores chegam às urnas, neste domingo (4), com Lula (PT) e Flávio (PL) tecnicamente empatados, mas todos perplexos com o protagonismo de ministros do STF, que roubaram a cena, criando um “TSE paralelo” e ofuscando candidatos em benefício de um deles. A disputa entre projetos de governo virou sequência de decisões monocráticas, ataques, decano reclamando de “ética de máfia” para acudir colegas enrolados. Ao final, a lisura do pleito fica sob suspeita não por fraude nas urnas, mas pela percepção, até dos jornais tradicionais, de que o STF escolheu lado.
Fim da neutralidade
Ministros abandonaram seus afazeres regulares para tomar decisões eleitorais, estabelecendo o desequilíbrio e o prejuízo à neutralidade.
Lula, o beneficiado
O caso mais visível foi o debate da Globo. Até regras previamente pactuadas foram desfeitas por intromissão judicial que beneficiou Lula.
Vale-tudo, até fake news
Gilmar validou reajuste no Bolsa Família, que havia negado a Bolsonaro, e Flávio Dino até deu força a fake news que prejudicava o adversário.
Vexame supremo
Ministros neutralizaram decisões do TSE e anularam os limites entre a judicatura e atuação política, ditaram o ritmo da reta final. Um vexame.
Vencedores no 1º turno sempre levaram a eleição
O Brasil mantém uma curiosa tradição nas eleições gerais de sempre coroar o candidato que venceu o primeiro turno como o próximo presidente do País. É assim desde a primeira eleição direta (1989), quando Fernando Collor (30,47%) e Lula (17,18%) se enfrentaram e Collor venceu (53,03%). Em 1994 e 1998, Fernando Henrique Cardoso liquidou o pleito logo no primeiro turno, sem chance para Lula avançar.
Tucanos no sufoco
Em 2002, Lula (46,44%) enfrentou José Serra (23,19%). Deu Lula (61,27%). Em 2006, Lula (48,61%) enfrentou Geraldo Alckmin (41,64%).
Anos de PT
Em 2010, Dilma (46,91%) venceu Serra (32,61%) no primeiro e segundo (56,05%) turno. Em 2014, a petista (41,59%) bateu Aécio (33,55%).
Poste apagado
Em 2018, Bolsonaro (46,03%) venceu Haddad (29,28%) nos dois turnos e em 2022 perdeu para Lula, na eleição mais apertada da História.
Funcionários, não
Apesar de eleitores poderem manifestar – de forma individual – a preferência política neste domingo (4), mesários e funcionários da Justiça Eleitoral não podem usar roupas, adereços etc. de candidatos e partidos.
Aglutinação
Para Marcel van Hattem, candidato gaúcho do Novo a senador, a eleição 2026 “precisa acabar no primeiro turno” e por isso, apesar do seu partido ter candidato próprio a presidente, anunciou apoio a Flávio Bolsonaro.
Bico seco
São nove os estados com a venda de bebidas alcoólicas proibidas neste primeiro turno: AC, AM, AP, CE, MA, MT, PA, PI e RR. Outros 14 estão com a venda liberada. O restante, há restrições pontuais.
Tabuleiro
Com Cristiano Zanin reconduzido ao TSE, se avançar ação para tirar Nunes Marques e André Mendonça da fiscalização das propagandas eleitorais, Gilmar Mendes e o ex-advogado de Lula é que assumem.
Pela culatra
O setor regulado das apostas arrecada quase R$10 bilhões. A Betano alerta que a canetada de Lula, com veto, empurra apostadores para clandestinos, que não pagam impostos ou seguem regras de proteção.
Fazendo de sonso
O PT acionou o TSE contra a exibição do púlpito vazio de Lula no debate da Globo. O regulamento do programa havia sido acertado previamente com as representações partidárias, inclusive a petista.
Questão de tempo
Foram três anos desde que Estela Aranha declarou voto em Lula, em 2022, até ser alçada ao posto de ministra do TSE, em 2025. É dela a canetada que proibiu púlpito vazio do fujão Lula no último debate.
Passa pra cá
Em meio aos questionamentos envolvendo Alexandre de Moraes no caso Master, Edson Fachin pediu à Polícia Federal tudo o que houver sobre integrantes do Supremo Tribunal Federal.
Pensando bem…
…fim da 6×1 com cheiro de 171.
PODER SEM PUDOR
Anéis de Ourives
Ao final de um inflamado discurso, o vereador de Pedro Ourives requereu ao presidente da Câmara Municipal de Cáceres (MT), nos idos de 1995: “Faço questão de registrar meu posicionamento nos anéis desta Casa”. O vereador José Brandão, colega de bancada, corrigiu: “Nobre colega, o certo é Anais, não ‘anéis’”. Recebeu o troco: “Que seja Anais para você. Para mim, que sou Ourives, a sua observação de nada vale”.
(Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos – Instagram: @diariodopoder)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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Quadrilha montada pelo LADRÃO…..vai ficar do lado de quem??
QUE NO FINAL DO DIA ….A FESTA SEJA NOS LARES DAS FAMILIAS BRASILEIRAS….E NÃO NOS PRESIDIOS…
Colunista visivelmente de direita golpista. A história desse sujeito é muito interessante. Fez parte do governo mais corrupto de todos os tempos, o governo COLLOR. Era assessor de imprensa. COLLOR foi eleito em 1989. Em 1992 foi impichpor alta corrupção. Roubou a poupança do povo. Meteu a mão no dinheiro dos poupadores e de quem estava movimentando dinheiro para comprar uma casa, um carro ou fechar algum negócio. Muita gente suicidou-se por causa disso. Dinheiro bloqueado 🚫. Impichado, o colunista perdeu o cargo. COLLOR voltou à política e voltou a roubar. Agor colunista cabo eleitoral da direita golpista está com… Leia mais »
Obrigado. NINGUÉM nunca tinha ouvido isso de você antes…