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Lula foi orientado antes de embarcar para Washington com estratégias para evitar ser alvo de Trump durante as entrevistas coletivas da Casa Branca

Reprodução de vídeo mostra Trump recebendo Lula de forma amistosa sobre o tapete vermelho que leva à portaria principal da Casa Branca. (Foto: Reprodução)

Ao não participar de entrevista coletiva no Salão Oval depois da reunião de mais de três horas com Donald Trump na Casa Branca, na última quinta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu concretizar um dos principais objetivos da sua equipe: evitar ser constrangido publicamente pelo mandatário norte-americano, como ocorreu em outras ocasiões em que líderes estrangeiros o visitaram ao longo de seu segundo mandato.

De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, Lula foi orientado antes de embarcar para Washington com estratégias para evitar ser alvo de Trump durante as coletivas da Casa Branca. O planejamento, mantido em sigilo, veio à tona assim que o presidente chegou à residência oficial.

Normalmente, a imprensa costuma transmitir o início das reuniões bilaterais na sede do Executivo americano. Porém, Lula pediu para que a entrevista ficasse para o fim. A entrevista conjunta no Salão Oval foi adiada para depois do almoço. E o pronunciamento dos líderes após a reunião, também comum nesse tipo de encontro, acabou cancelado.

Lula foi questionado por jornalistas a respeito da mudança de protocolo na Casa Branca. É comum haver uma foto de chegada no Salão Oval, onde os jornalistas entram e fazem perguntas rápidas aos presidentes. Na quinta-feira, contudo, a imprensa não foi autorizada a entrar. Segundo o Estadão apurou, Lula solicitou a mudança para evitar o que houve na Malásia, onde o brasileiro ficou muito incomodado ao responder a perguntas antes de conversar com Trump.

O único registro do encontro de quinta-feira que viralizou foi um vídeo de Trump recebendo Lula de forma amistosa sobre o tapete vermelho que leva à portaria principal da Casa Branca. A gravação, de 24 segundos e sem falas dos presidentes, recebeu mais de 150 mil curtidas em duas horas no Instagram oficial de Lula.

A equipe do petista buscou evitar o que ocorreu com os presidentes Volodmir Zelenski, da Ucrânia, e Cyril Ramaphosa, da África do Sul, que foram constrangidos pelo americano durante a conversa com jornalistas no Salão Oval.

Histórico

Em fevereiro do ano passado, Trump subiu o tom de voz com Zelenski diante das câmeras e afirmou que o presidente ucraniano estava sendo desrespeitoso com os EUA e brincava com a possibilidade de uma possível terceira guerra mundial.

Ramaphosa foi constrangido no Salão Oval em maio do ano passado. O sul-africano esperava tratar sobre relações comerciais, mas foi surpreendido por Trump, que exibiu um vídeo sobre um suposto “genocídio de fazendeiros brancos”. O presidente sul-africano manteve a calma e destacou que os negros são maioria entre as vítimas da violência em seu país. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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