Sábado, 09 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de maio de 2026
Ao não participar de entrevista coletiva no Salão Oval depois da reunião de mais de três horas com Donald Trump na Casa Branca, na última quinta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu concretizar um dos principais objetivos da sua equipe: evitar ser constrangido publicamente pelo mandatário norte-americano, como ocorreu em outras ocasiões em que líderes estrangeiros o visitaram ao longo de seu segundo mandato.
De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, Lula foi orientado antes de embarcar para Washington com estratégias para evitar ser alvo de Trump durante as coletivas da Casa Branca. O planejamento, mantido em sigilo, veio à tona assim que o presidente chegou à residência oficial.
Normalmente, a imprensa costuma transmitir o início das reuniões bilaterais na sede do Executivo americano. Porém, Lula pediu para que a entrevista ficasse para o fim. A entrevista conjunta no Salão Oval foi adiada para depois do almoço. E o pronunciamento dos líderes após a reunião, também comum nesse tipo de encontro, acabou cancelado.
Lula foi questionado por jornalistas a respeito da mudança de protocolo na Casa Branca. É comum haver uma foto de chegada no Salão Oval, onde os jornalistas entram e fazem perguntas rápidas aos presidentes. Na quinta-feira, contudo, a imprensa não foi autorizada a entrar. Segundo o Estadão apurou, Lula solicitou a mudança para evitar o que houve na Malásia, onde o brasileiro ficou muito incomodado ao responder a perguntas antes de conversar com Trump.
O único registro do encontro de quinta-feira que viralizou foi um vídeo de Trump recebendo Lula de forma amistosa sobre o tapete vermelho que leva à portaria principal da Casa Branca. A gravação, de 24 segundos e sem falas dos presidentes, recebeu mais de 150 mil curtidas em duas horas no Instagram oficial de Lula.
A equipe do petista buscou evitar o que ocorreu com os presidentes Volodmir Zelenski, da Ucrânia, e Cyril Ramaphosa, da África do Sul, que foram constrangidos pelo americano durante a conversa com jornalistas no Salão Oval.
Histórico
Em fevereiro do ano passado, Trump subiu o tom de voz com Zelenski diante das câmeras e afirmou que o presidente ucraniano estava sendo desrespeitoso com os EUA e brincava com a possibilidade de uma possível terceira guerra mundial.
Ramaphosa foi constrangido no Salão Oval em maio do ano passado. O sul-africano esperava tratar sobre relações comerciais, mas foi surpreendido por Trump, que exibiu um vídeo sobre um suposto “genocídio de fazendeiros brancos”. O presidente sul-africano manteve a calma e destacou que os negros são maioria entre as vítimas da violência em seu país. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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