Quarta-feira, 17 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 31 de maio de 2025
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) interrompeu na última quinta-feira (29) a fala do ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, durante cerimônia de entregas do Programa Terra da Gente, para oficializar a criação de assentamentos de mais de 400 famílias na comunidade Maila Sabrina, no Paraná.
Messias cumprimentava a ministra da SRI (Secretaria das Relações Institucionais), Gleisi Hoffmann, quando o petista foi ao púlpito e tomou a palavra.
“Deixa só eu falar uma coisa aqui. É porque se o nosso apresentador, falei para o [Fernando] Igreja, se falar que é o advogado-geral Messias, ninguém sabe o que ele fez. Então, deixa eu dizer para vocês. O Messias está falando e depois o [Fernando] Haddad vai falar, porque os 2 tiveram muita relevância para que a gente pudesse estar aqui hoje assinando essa portaria legalizando a luta de vocês”, disse.
O ministro da AGU aproveitou para fazer críticas indiretas ao comportamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia da covid-19. Foram registradas mais de 700 mil mortes desde o início da pandemia em março de 2020.
“Qualquer acordo que a gente consegue concluir em Brasília, seja na reforma agrária, seja no atendimento às populações indígenas ou quilombolas, isso só se dá por uma única razão: porque nós temos a decisão política do presidente Lula que nos inspira todos os dias a fazer o bem. Nenhum ministro deste governo acorda querendo fazer mal a ninguém ou querendo fornecer cloroquina quando estamos na pandemia da covid-19”, declarou o ministro, referindo-se mais de 700 mil mortes desde o início da pandemia em março de 2020.
Acesso à terra
Lula participou do ato de criação do Assentamento Maila Sabrina, no Paraná, no âmbito do Programa Terra da Gente. Cerca de 450 famílias de trabalhadores rurais serão beneficiadas em uma área de 10,6 mil hectares localizada nos municípios de Ortigueira e Faxinal. O assentamento faz parte de um conjunto de ações do Governo Federal para ampliar o acesso à terra e fortalecer a produção de alimentos. Durante o evento, Lula destacou a importância da reforma agrária como instrumento de justiça social e afirmou que há uma obrigação ética, moral e política de defender o direito das famílias às terras.
Lula foi ao Estado para a criação oficial do assentamento na comunidade Maila Sabrina, entre os municípios de Ortigueira e Faxinal. A fazenda foi desapropriada pelo petista para assentar 450 famílias que ocupam o local desde 2003.
“Tem gente que tenta vender a imagem de que vocês são invasores de terra. Na verdade, vocês são invasores de dignidade, de busca por respeito, de busca por direitos que vocês têm que ter”, afirmou.
O presidente ainda destacou que investir na reforma agrária não é apenas uma questão social, mas também econômica e estratégica para o país. “Quanto mais gente estiver produzindo no campo, quanto mais pequenos proprietários a gente tiver, quanto mais incentivo a gente der, quanto melhor produzir, fica mais barato e todo mundo vive”, afirmou. Lula frisou, ainda, que é inadmissível que o mundo, mesmo produzindo mais alimentos do que a população consegue consumir, tenha mais de 700 milhões de pessoas passando fome. As informações são do site Poder360 e do Palácio do Planalto.
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