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Política Morre o frei gaúcho Sérgio Görgen, fundador do MST e religioso que deu apoio espiritual a Lula na prisão

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Presidente afirmou que o sacerdote (foto) teve trajetória de vida exemplar, marcada pela luta e por sacrifícios

Foto: Reprodução/Instagram
Frade franciscano teve trajetória que uniu espiritualidade, militância e enfrentamento direto à fome. (Foto: Reprodução)

O Frei Sérgio Antônio Görgen morreu na manhã dessa terça-feira (3), aos 70 anos, em sua casa no Assentamento Conquista da Fronteira, na Região da Campanha do Rio Grande do Sul. Frade franciscano e militante histórico da luta camponesa, o religioso foi deputado estadual pelo PT, um dos fundadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e prestador de apoio espiritual quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva permaneceu preso em Curitiba (PR).

Nascido no Rio Grande do Sul, Frei Sérgio ingressou ainda jovem na Ordem dos Frades Menores e construiu uma trajetória marcada pela Teologia da Libertação. Além de fundador do MST, também foi dirigente histórico do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), organizações nas quais formulou estratégias de luta pela terra, soberania alimentar e agricultura camponesa como modo de vida.

Sua vida na política institucional começou em 2000, quando se filiou ao PT no Rio Grande do Sul e foi eleito deputado estadual. No Parlamento, atuou em pautas como o direito à terra, o enfrentamento à fome e a defesa de políticas públicas voltadas ao campo. Em sua trajetória também recorreu diversas vezes à greve de fome como forma de protesto.

Em comunicado divulgado nas redes sociais, o perfil oficial de Frei destacou a convicção de que o frade “já está junto de Deus, olhando e intercedendo por todos nós”. Os atos de despedida começaram ainda nessa terça, no próprio Assentamento Conquista da Fronteira, e seguiram no Salão Paroquial de Candiota, onde foi celebrada uma missa pelo bispo Dom Frei Cleonir Dal Bosco. Nesta quarta (4), as despedidas continuam no Convento São Boaventura, no distrito de Daltro Filho, em Imigrante, com sepultamento previsto para as 16h no cemitério dos freis, no próprio convento.

Nas redes sociais, políticos de esquerda se manifestaram sobre a morte de Frei Sérgio. O presidente Lula afirmou estar “muito triste com a partida de meu grande amigo” e destacou o papel que o frade teve em um dos momentos mais difíceis de sua vida. Segundo Lula, “a fé e as sábias palavras de Frei Sérgio durante suas visitas em Curitiba me ajudaram a atravessar com força e esperança os momentos difíceis da prisão injusta a que fui submetido”.

O presidente também ressaltou que ele carregava “uma história de vida exemplar”, marcada por “luta e sacrifícios pessoais – incluindo greves de fome – para garantir os direitos daqueles que vivem da agricultura familiar”, e lembrou que Frei Sérgio dedicou a vida a cumprir o ensinamento cristão de “dar de comer a quem tem fome”.

O deputado federal afastado Glauber Braga (PSOL-RJ) relatou que conheceu Frei Sérgio durante uma dessas greves, nos corredores da Câmara, e destacou o impacto pessoal desse encontro. Ao lembrar a conversa que teve com o frade quando decidiu também entrar em greve de fome, escreveu que ouviu dele orientações sobre “as consequências, a tática, a experiência, o simbolismo político do ato”, o que lhe deu “a força imprescindível para aguentar até o fim”.

O senador Fabiano Contarato também lamentou a morte e afirmou que “o Brasil perde um gigante da luta popular”. Ao destacar a trajetória do frade como religioso e ex-parlamentar, disse que ele dedicou cada dia da vida à justiça social e que sua partida deixa um sentimento de orfandade intelectual e humana.

Em nota oficial, o Partido dos Trabalhadores afirmou que Frei Sérgio foi “liderança incansável no combate à fome e na construção da defesa da agricultura camponesa como modo de vida e resistência”, ressaltando que sua trajetória foi marcada pela fé, pela coragem e pelo compromisso inabalável com um Brasil mais justo. (Com informações do jornal O Globo)

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