Segunda-feira, 09 de março de 2026
Por Redação O Sul | 5 de fevereiro de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) minimizou nessa quinta-feira (5) o contrato entre o escritório de advocacia do hoje ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski com Banco Master.
“O Lewandowski é um dos maiores juristas que este país já produziu. E todo e qualquer bom jurista é contratado por qualquer empresa que esteja em qualquer dificuldade”, disse o presidente. “Não tem problema nenhum, todo mundo trabalha para alguma empresa nesse país. Todo mundo”, completou Lula.
A contratação foi de 2023 a agosto de 2025. Ou seja, em parte do período em que o escritório foi remunerado pelo Master, Lewandowski era ministro. Ele se afastou do escritório durante seu período no Executivo. A estrutura ficou sob responsabilidade de familiares do ex-ministro.
Lula defendeu que as investigações em torno do Banco Master continuem. Ele repetiu que o caso é uma oportunidade para o país descobrir “magnatas” que cometem crimes. Também mencionou aspectos do escândalo financeiro que gostaria de desvendar.
“Vamos a fundo nesse negócio. Queremos saber por que o governo do Rio de Janeiro, do estado do Amapá, colocaram dinheiro do fundo dos trabalhadores nesse banco. Qual é a falcatrua que existe entre o Master e o BRB? Quem está envolvido?”, disse o petista em entrevista ao portal UOL.
Ao mencionar Rio de Janeiro e Amapá, Lula se refere a aplicações de fundos de previdência desses e de outros Estados e municípios que aplicaram dinheiro no Banco Master. O ex-presidente da Rioprevidência Deivis Marcon Antunes foi preso na último terça-feira (3).
A citação ao BRB se deve ao fato de o banco do governo do Distrito Federal ter tentado comprar o Master. O veto da operação pelo Banco Central é um dos marcos na investigação do escândalo financeiro. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) é adversário político de Lula.
O presidente da República também disse que conversou com seu filho citado nas investigações sobre os desvios em benefícios do INSS, Fábio Luís Lula da Silva – conhecido no mundo político como Lulinha.
A Polícia Federal apura se Fábio Luís foi sócio oculto de Antonio Carlos Camilo Antunes. Conhecido como “Careca do INSS”, Antunes é apontado como um dos principais operadores do esquema de descontos irregulares em benefícios sociais. Também se tornou uma das figuras mais conhecidas do escândalo.
“Quando saiu o nome do meu filho, eu chamei o meu filho aqui. Olhei no olho do meu filho e falei: só você sabe a verdade. Se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se não tiver, se defenda”, disse o presidente da República. (Com informações da Folha de S.Paulo)
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