Quinta-feira, 11 de junho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
16°
Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia “Decisão sobre juros é uma vergonha”, diz Lula em nova crítica ao Banco Central

Compartilhe esta notícia:

Falando durante a posse de Mercadante no BNDES, o presidente defendeu que o banco tem que voltar a ser um indutor da economia

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Falando durante a posse de Mercadante no BNDES, o presidente defendeu que o banco tem que voltar a ser um indutor da economia. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o nível da taxa Selic, juros básicos da economia, definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (BC). Na semana passada, o Copom manteve a taxa em 13,75% ao ano. Para o presidente, não existe nenhuma justificativa para que a Selic esteja neste momento nesse patamar.

“É só ver a carta do Copom para a gente saber que é uma vergonha esse aumento de juros e a explicação que deram para a sociedade brasileira”, disse nesta segunda-feira (6), durante a posse de Aloizio Mercadante na presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Como é que vou pedir para o Josué [Gomes, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp] fazer com que os empresários ligados a Fiesp vão investir, se eles não conseguem tomar dinheiro emprestado”, disse Lula.

Para o presidente, a questão não se resume ao fato de o Banco Central ser independente. “Agora resolveu tudo. O Banco Central é independente e não vai mais ter problema de juro. Ledo engano. O problema não é de um banco independente ou ligado ao governo. O problema é que este país tem uma cultura de viver com juros altos, que não combina com a necessidade de crescimento que nós temos.”

Não pode aceitar

Na visão do presidente, a sociedade brasileira não pode aceitar um patamar como esse, e a classe empresarial precisa aprender a reclamar de juros altos. “Eles [empresários] não falam. No meu tempo, 10% era muito, hoje [o percentual de] 13,5% é pouco. Se a classe empresarial não se manifestar, se as pessoas acharem que vocês estão felizes com 13,5%, sinceramente, eles [integrantes do Copom] não vão baixar juros. Nós precisamos ter noção. Não é o Lula que tem que brigar, não. Quem tem que brigar é a sociedade brasileira”, afirmou.

Lula contou que ouve de muita gente que o presidente da República não pode criticar o patamar elevado da taxa de juros. “Se eu que fui eleito não puder falar, quem vou querer que fale? O catador de material reciclável. Não. Eu tenho que falar porque, quando era presidente, era cobrado”, completou.

“A economia brasileira precisa voltar a crescer. É urgente. Só tem dois jeitos de ela voltar a crescer. Ou a iniciativa privada faz investimento e ela só vai fazer investimento se tiver demanda. Ou o Estado incentiva a iniciativa privada a fazer, colocando primeiro a mão na massa. Esse é o papel do nosso governo, colocar a mão na massa para a economia voltar a crescer.”

Banco indutor do crescimento

Ainda durante a posse de Mercadante, o presidente defendeu que o BNDES tem que voltar a ser um indutor da economia. “Esse país tem que ser reconstruído, e a gente não pode demorar, a gente não pode esperar muito. Por isso, que eu acho que o BNDES precisa urgentemente, companheiro Aloizio, espero que a sua inteligência e sua competência, tudo que você fez na vida, que você faça esse banco voltar a ser um banco indutor do desenvolvimento e do crescimento econômico desse país”, disse ao se dirigir ao novo presidente do BNDES, acrescentando que o Banco do Brasil, a Caixa, o Banco do Nordeste (BNB) e o Banco da Amazônia (Basa) foram criados exatamente com a função de oferecer financiamento para projetos de estados e municípios.

“Aloizio, eu estou botando muita fé na sua gestão no BNDES, você não tem noção da fé que estou tendo em você, por isso quero avisá-lo também da responsabilidade que você tem. Você só tem uma missão aqui, Aloizio, é fazer esse banco voltar a ser motivo de orgulho do povo brasileiro. É fazer voltar com que esse banco esteja de portas abertas para os empresários que querem fazer investimento em coisas novas, em novos empreendimentos”, comentou, acrescentando que o país não pode continuar paralisado como está atualmente.

Lula defendeu ainda investimentos do BNDES em obras de infraestrutura – atualmente quase 14 mil estão paradas. De acordo com Lula, na crise econômica de 2008 quem salvou o Brasil foi o BNDES. “Se não fosse o BNDES esse país tinha afundado e ele não afundou exatamente por causa do BNDES que colocou dinheiro à disposição para empreender neste país. Foi por isso que fomos o último a entrar na crise e o primeiro a sair da crise”, apontou.

Salário mínimo

O presidente também voltou a criticar a falta de correção real do salário mínimo. “O salário mínimo faz sete anos que não aumenta. A minha pergunta é: como a gente pode falar em estabilidade, previsibilidade, credibilidade, se a gente sequer cumpre o dever de reajustar o salário mínimo todo ano não apenas de acordo com a inflação, mas de acordo com o crescimento da economia, quando ela crescer para repartir com o povo?”, indagou.

Lula rebateu ainda o que chamou de mentiras relacionadas à atuação do BNDES durante os seus mandatos. Ele descartou que o seu governo tenha beneficiado “meia dúzia de empresas com financiamentos”. Ao contrário, segundo ele, houve muito apoio a micros, pequenas e médias empresas. Quanto às dívidas de Cuba e da Venezuela, que não foram pagas, Lula creditou ao governo anterior, que conforme afirmou não mantinha relações diplomáticas com esses governos.

“Vamos ser francos. Os países que não pagaram, seja Cuba, seja Venezuela, é porque o presidente resolveu cortar relação internacional com esses países para não cobrar e ficar nos acusando. No nosso governo, esses países vão pagar porque são todos amigos do Brasil e certamente pagarão a dívida que tem.”

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

8 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Maria Cristina Martins Nocchi
6 de fevereiro de 2023 22:58

Comeu cocô com cloroquina, minion naziamarelo adorador de miliciano genocida? Você sabe interpretar textos ou a cloroquina queimou os teus neurônios? Indique, na reportagem, o discurso de ódio de Lula. O minion bozolóide aí é adorador de chefe de quadrilha familiar metralha que gastou milhões de Reais em motociatas e ganha 3 remunerações estatais,sendo duas de aposentadoria com menos de 20 anos de contribuição, e o Lula que é vagabundo, minion raivoso??

Carlos Alberto Pugliese
6 de fevereiro de 2023 22:51

o L pinguço vai passar os 4 anos fazendo discurso de ódio em vez de trabalhar já que é cachaceiro e vagabundo

Francisco Casseres
7 de fevereiro de 2023 09:41

Transformam o Brasil em um cabide de emprego para a companheirada, gastança generalizada, corrupção e agora querem baixar os juros na marra. Pelo menos tem algo de bom, o energume confirma o apelido: DILMO.

Jairo Vivian
7 de fevereiro de 2023 11:42

Vamos a comparação:
LULALAU x GUEDES.
KKKKKK

Fernando Garrido
7 de fevereiro de 2023 12:16

O Mula não sabe que o Banco Central vai continuar independente?
O Congresso é esculhambado, mas sabe que a política monetária tem que ser levada a sério, e não ficar aos caprichos dos presidentes de plantão!
Saiu Paulo Guedes e entrou o Poste Haddad, com 2 meses cursados na faculdade de economia….kkkkk

Valmir Endruweit
7 de fevereiro de 2023 12:36

Vergonha é um analfabeto ladrão querer dar palpite do que não entende, vergonha é 50% da população ter que ouvir voz desse vagabundo durante8 meses, porque o impeachment vai chegar.

Alemão NH
7 de fevereiro de 2023 13:36

kkkkkkk ,não ta conseguindo emprestar dinheiro pros companheiros

Lauro Patzer
7 de fevereiro de 2023 20:04

Os discursos do dito “eleito” são para a plateia aplaudir. Como resultado prático sãos desastrosos. Como demonstração de resultado prático é o critério usado para a escolha do ministério, por critérios de loteamento, balcão de negociatas, desconsiderando o essencial, que se chama aptidão. Quanto aos juros, baixar ou elevá-lo é prerrogativa do Banco Central. A flutuação dos juros é necessária para manter o valor da moeda e evitar a inflação, que sempre atinge o mais pobre. O discurso dele arrepiou a espinha dorsal dos investidores. Ele quer interferir no BC, quer estatizar, etc. Homem assim no poder sem a mínima… Leia mais »

Rio Grande do Sul é reconhecido pelo Chile como zona livre de aftosa sem vacinação
Brasil e Grécia firmam cooperação em defesa, serviços aéreos e turismo
Pode te interessar
8
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x