Segunda-feira, 11 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 11 de maio de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, na tarde dessa segunda-feira (11), no Palácio do Planalto, a ex-presidente do Chile Michelle Bachelet. O encontro ocorreu em meio às articulações diplomáticas em torno da sucessão do comando da Organização das Nações Unidas, cujo atual secretário-geral, António Guterres, deixará o cargo em 31 de dezembro, após completar dois mandatos consecutivos à frente do organismo internacional.
Nos bastidores do governo brasileiro, há a avaliação de que a eventual candidatura de Bachelet à secretaria-geral da ONU pode fortalecer o discurso defendido por Lula em fóruns internacionais sobre a necessidade de reformas nos mecanismos de governança global. Entre os temas frequentemente abordados pelo presidente brasileiro estão mudanças na estrutura do Conselho de Segurança da ONU e maior representatividade de países em desenvolvimento nos espaços de decisão internacionais.
A sucessão no comando da ONU segue um modelo informal de alternância geográfica entre regiões do mundo. Com o encerramento do mandato de Guterres, diplomatas e integrantes do governo brasileiro avaliam que a vez de indicar o secretário-geral seria da América Latina e do Caribe. Nesse contexto, o nome de Michelle Bachelet passou a ser tratado como uma das possibilidades para disputar o posto.
Até o momento, quatro nomes foram apresentados por Estados-membros da ONU para suceder Guterres. A lista reúne duas mulheres e dois homens. Caso uma das candidatas seja escolhida, será a primeira vez que uma mulher ocupará o cargo máximo da organização desde sua fundação, em 1945.
Michelle Bachelet, indicada por Brasil e México, foi presidente do Chile em dois mandatos e também ocupou cargos de destaque dentro do sistema das Nações Unidas, como diretora executiva da ONU Mulheres e alta comissária da ONU para os Direitos Humanos.
Outro nome apresentado é o da ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan, indicada pelo governo costa-riquenho. Ela atuou como secretária-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento e também exerceu funções no Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
A Argentina indicou Rafael Mariano Grossi, atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica. Já o Burundi apresentou o nome do ex-presidente do Senegal Macky Sall.
Após serem formalmente apresentados pelos países-membros, os candidatos participam de sessões públicas de debates e apresentam suas prioridades para o cargo. Em seguida, ocorre a etapa considerada mais decisiva do processo: a análise pelo Conselho de Segurança da ONU. Para avançar, o candidato precisa receber o apoio de ao menos nove dos 15 membros do colegiado, sem sofrer veto de nenhum dos cinco integrantes permanentes – Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França.
A etapa final consiste na nomeação formal pela Assembleia-Geral da ONU.
Inicialmente, Michelle Bachelet também contava com apoio institucional do Chile. No entanto, o atual presidente chileno, José Antonio Kast, identificado com a direita, passou a demonstrar resistência à candidatura da ex-presidente e retirou o respaldo oficial ao seu nome. (Com informações da CNN Brasil)
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