Segunda-feira, 11 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de abril de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nessa sexta-feira (10) uma lei que estabelece regras para desenvolvimento, pesquisa, produção, distribuição e acesso a vacinas e terapias oncológicas de alto custo no SUS (Sistema Único de Saúde). O texto também tem como diretriz o estímulo à produção nacional e à colaboração internacional.
Na prática, o marco regulatório cria bases para ampliar a oferta de tratamentos no SUS e organizar a incorporação de novas tecnologias.
Entre os efeitos esperados estão o fortalecimento da indústria nacional, a redução da dependência de importações e a diminuição de custos para o sistema público.
A sanção ocorreu durante a inauguração do Cesin (Centro de Ensino, Simulação e Inovação), no InCor (Instituto do Coração), que integra o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, na capital paulista.
O Ministério da Saúde repassou R$ 41 milhões para viabilizar o projeto. A estrutura ocupa um prédio de cinco andares, com 3.800 m², e conta com salas de simulação que reproduzem cenários reais de atendimento, como emergência, UTI e centro cirúrgico, além de estúdio de realidade virtual.
Durante a visita, Lula disse que a meta do governo é garantir exclência no atendimento no SUS. “A minha obsessão é provar que o Estado pode ser igual ou melhor do que qualquer instituição privada”, afirmou.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a inauguração do Cesin está alinhada ao programa “Agora Tem Especialistas”, estratégia para enfrentar a falta de atendimento especializado na rede pública.
O Cesin é uma unidade especializada no InCor com a proposta de ampliar e modernizar as iniciativas de ensino, capacitação e inovação.
De acordo com o InCor, o novo complexo pretende elevar a formação em saúde, preparando os profissionais médicos e qualificando ainda mais o cuidado ao paciente, reduzindo riscos assistenciais e acelerando a incorporação de soluções inovadoras na prática clínica.
“O Cesin representa um avanço estratégico para o InCor e para a saúde pública brasileira. Estamos falando de um centro que une ensino de excelência, simulação realística e inovação tecnológica, com impacto direto na formação de profissionais e, principalmente, na segurança e na qualidade do cuidado oferecido à população pelo SUS”, disse Roberto Kalil, presidente do Conselho Diretor do InCor-HCFMUSP.
O Cesin foi projetado para reproduzir, com precisão, os ambientes reais da assistência em saúde. Com cinco andares, o complexo foi viabilizado por meio de emenda parlamentar e reúne oito salas de simulação com cenários reais, como emergência, unidade de terapia intensiva (UTI) e centro cirúrgico, além de estúdio de realidade virtual imersiva, biobanco para armazenamento de material genético, área dedicada ao Núcleo de Inovação (InovaInCor) e estrutura de apoio com auditório e salas de ensino.
Há, ainda, uma área dedicada às simulações realísticas que, segundo o InCor, é uma das metodologias mais avançadas de ensino em saúde no mundo.
As salas reproduzem cenários como emergência, UTI e centro cirúrgico, com iluminação técnica, régua de gases, monitores cardíacos, desfibriladores, manequins com tecnologia de última geração e equipamentos clínicos reais.
No Centro há também uma área destinada ao treinamento de habilidades cirúrgicas, equipada com estações completas que simulam procedimentos de cirurgia aberta e minimamente invasiva.
O espaço permitirá treinamentos com alto nível de realismo, incluindo o uso de equipamentos como respiradores, máquinas de anestesia, circulação extracorpórea e torres de vídeo.
Além do treinamento e capacitação dos profissionais, o Cesin também pretende ser um hub de inovação, permitindo testar e validar novos dispositivos, terapias, processos assistenciais e tecnologias digitais, incluindo inteligência artificial e simulações virtuais imersivas.
“Com esse centro, o InCor passa a ter mais uma estrutura para que a formação, que já era muito importante, possa ser ampliada ainda mais”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. As informações são do jornal Folha de S.Paulo e da Agência Brasil.
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