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Política Lula sobe tom, critica protecionismo e propõe comércio sem dólar às vésperas de reunião com Trump

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Presidente discursa na Indonésia contra a dependência econômica e cita coragem para mudar forma de comércio.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Presidente discursa na Indonésia contra a dependência econômica e cita coragem para mudar forma de comércio. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Às vésperas de uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planejada para ocorrer na Malásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a subir o tom nesta quinta-feira (23), com críticas ao protecionismo, a uma nova Guerra Fria e propôs comércio em moeda nacional com a Indonésia, uma alternativa ao dólar americano. Lula afirmou que os países não podem ser “dependentes de ninguém”.

“Indonésia e Brasil não querem uma segunda Guerra Fria. Nós queremos comércio livre. E, mais ainda, tanto a Indonésia quanto o Brasil têm interesse em discutir a possibilidade de comercialização entre nós dois ser com as nossas moedas”, disse o petista. “Essa é uma coisa que nós precisamos mudar. O Século XXI exige que tenhamos a coragem que não tivemos no Século XX. Exige que a gente mude alguma forma de agirmos comercialmente para não ficarmos dependentes de ninguém.”

A mensagem é uma crítica direta às ações do presidente americano, que deflagrou uma guerra comercial e tarifária ao voltar ao poder neste ano. Em abril, Trump anunciou um tarifaço recíproco global, que atingiu com 10% as exportações brasileiras. Em julho, aplicou uma sobretaxa de 40%, alegando razões políticas e emergência nacional.

A Indonésia negociou um acordo com os EUA, considerado pelo Brasil como assimétrico, por causa de concessões de tarifa zerada aos americanos, para reduzir a sobretaxa geral a 19%.

O presidente americano já reclamou publicamente de governos que pretendem avançar na pauta da “desdolarização”, como o uso de moedas nacionais ou até a criação de uma moeda alternativa para comércio exterior no Brics, grupo do qual Brasil e Indonésia fazem parte. Trump chegou a ameaçar impor uma taxa de 100% aos países do Brics caso os planos prosseguissem. A pauta seguiu, mas com menos ênfase nas reuniões deste ano, presididas pelo governo brasileiro. Segundo integrantes do Palácio do Planalto, o assunto não foi debatido nas prévias da próxima reunião entre os presidentes.

No próximo domingo (26), Lula e Trump planejam se sentar para discutir pela primeira vez presencialmente a maior crise diplomática entre os países, em dois séculos. O encontro deve ocorrer à tarde, em Kuala Lumpur, onde ambos participam como convidados da 47ª Cúpula de Líderes da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático). O encontro, ainda não oficializado, vem sendo preparado pelas diplomacias dos dois países.

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6 Comentários
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Miltch Mitch
23 de outubro de 2025 14:29

Este FDP vai quebrar de vez com o Brasil. Este e o intuito. Depois vai jogar os miseráveis contra a classe média, colocando a culpa nos ricos.
Quem vota no pt não e só burro e cúmplice

Paulo Du Bois
23 de outubro de 2025 14:36

O real não tem paridade com outras moedas e pouquíssimo valor internacional. Sem paridade e sem reservars quem vai aceitar uma moeda podre. Só em negócios de mesmo valor. Trocando bananas e café por petróleo, vai ser difícil.

Rogerio Zacher
23 de outubro de 2025 14:57

Esperar o que do zé cachaça analfabeto…

Anderson Cardoso da Silva
23 de outubro de 2025 23:36

Estacadista no teu rabo verme

Vanderlei Ochoa
23 de outubro de 2025 19:37

ESTADISTA LULA

Anderson Cardoso da Silva
23 de outubro de 2025 23:35

Aguardem, quebra quebra das indústrias. desemprego , fome , Natal apagado , criança chorando ,…faça um L é chupa

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