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Política Lula tem tentado convencer alguns de seus ministros mais próximos a se tornarem candidatos competitivos aos governos estaduais e ao Senado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta formar palanques para ampliar espaço no Senado. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem tentado convencer alguns de seus ministros mais próximos a se tornarem candidatos competitivos aos governos estaduais e ao Senado. Nos últimos dias, as conversas foram com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

Lula pediu e Gleisi aceitou mudar seus planos para disputar uma cadeira no Senado. A ministra planejava, inicialmente, ser candidata à reeleição na Câmara. O atual diretor-geral de Itaipu, Ênio Verri, seria o candidato ao Senado pelo PT no Estado. Lula preferiu que Gleisi fosse a candidata, visando ter uma concorrente com mais chances de vencer a disputa.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais deve participar da chapa do pré-candidato ao governo do Paraná, Requião Filho (PDT). Não há definição, por ora, sobre a segunda vaga na chapa para a disputa do Senado, nem em relação às suplências ou à vice.

A confirmação da pré-candidatura da ministra foi feita por ela mesma em rede social, posando para foto ao lado de Lula.

No caso de Haddad, ainda não houve uma decisão final. Lula quer que o ministro seja candidato e já falou sobre isso publicamente no fim do ano, em entrevista durante um café de fim de ano com jornalistas. Inicialmente, a vontade do presidente era de que ele fosse candidato ao Senado.

Diante da falta de outro candidato competitivo para o governo paulista, no entanto, o nome de Haddad se tornou a principal opção para a disputa. Lula tenta convencê-lo a aceitar a missão, mas o ministro ainda não tomou uma decisão.

Há outros casos de ministros que desenham suas candidaturas junto ao presidente da República. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, recebeu convites para trocar de partido. Ela está no MDB e foi convidada pelo PSB. Lula também conversou com ela para que seja candidata ao Senado. O Estado pelo qual se candidatará, porém, ainda não está definido. Pode ser o Mato Grosso do Sul, por onde fez sua carreira política, ou São Paulo.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também negocia com outros partidos para ser candidata ao Senado. Tem conversas com o PT e com o PSOL, sendo mais provável que migre para a legenda à qual foi filiada por décadas até 2009. Também é um nome citado para a disputa pelo Senado em São Paulo, Estado por onde foi eleita deputada federal nas eleições de 2022.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, já era um nome ventilado para a disputa do Senado pela Bahia e afirmou ontem, em entrevista à Rádio Tribus, de Maracás (BA), que negocia com Lula a candidatura e se colocou à disposição no pleito. O PT deve ter uma chapa pura para a disputa pelo Senado, com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), concorrendo à outra cadeira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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