Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Por Cláudio Humberto | 23 de setembro de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Lula (PT) nunca desaponta aqueles que apostaram que o presidente manteria o padrão de gastança do nosso dinheiro na rápida passagem por Nova York (EUA) para alugar ouvidos na Assembleia Geral da ONU. O petista ficou menos de 48 horas em solo norte-americano, mas a fatura somente em hospedagem já ultrapassa os R$ 3,2 milhões. A sempre numerosa comitiva de aspones, que rendeu até reportagens na imprensa internacional, continua constrangendo os diplomatas brasileiros.
Pode esbanjar
Com o exército de aspones, a comitiva se dividiu em duas. Todos se refestelaram em dois dos mais exclusivos hotéis de Nova York, claro.
Como magnata
Lula se isolou no Grand Hyatt New York, altíssimo padrão, conta paga por antecipação: R$2.217.655,99 por dois pernoites.
Coisa de magnata
A maior parte da comitiva aboletou-se no Hotel Park Lane e a farra custou ao pagador de impostos R$1.014.867,56, afora os “extras”.
Mania de grandeza
O staff de Lula ainda incomodou a cidade alugando cavaletes para bloquear o trânsito na porta do hotel: foram mais R$8,7 mil gastos.
Margem Equatorial não rende ‘dividendos’ esperados
O clima entre aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), é de frustração ao analisar o desenrolar da campanha eleitoral no Amapá. Havia expectativa de que o anúncio da exploração da Margem Equatorial impulsionasse candidatos apoiados pelo senador, o que as pesquisas não indicam acontecer. Candidata ao Senado, Rayssa Furlan (Podemos), esposa de Dr. Furlan, adversário político de Alcolumbre, aparece na liderança na pesquisa Doxa (AP-03045/2026) de ontem (22).
Apelos ignorados
A desidratação de Alcolumbre, avaliam os aliados, não é recente. Há desgaste com a resistência em pautas tipo impeachment no STF.
Não é de hoje
Há ainda relatos de uma certa “ressaca” com a CPMI do INSS, que percorreu um rosário até ser instalada e teve a prorrogação negada.
Bajuladores sumiram
Apoiadores de Alcolumbre tentaram bandeiraço quando a oposição levou ato pelo impeachment de Alexandre de Moraes a Macapá. Foi um fiasco.
Mendonça devastador
Profundamente religioso, o ministro do STF André Mendonça acabou por demonstrar que nem sempre se deve oferecer a outra face. Em reação devastadora a Alexandre de Moraes, que o denunciou com base em “relatórios” em que consta a advertência de que não têm valor probatório.
Ilegalidade inútil
Mendonça destacou que os tais relatórios “foram pedidos ilegalmente e são inúteis” para instruir acusações de Moraes (“abuso de poder” e “improbidade”), em ato que ele define como “leviano e irresponsável”.
Agora quer ver
Não ficou por aí. O ministro que pagou preço elevado por não impedir a Polícia Federal de fazer o seu trabalho, pediu acesso ao HD com as conversas de Vorcaro com Moraes ao qual jamais teve acesso.
Blitz
Foi no Rio de Janeiro: candidato a deputado federal teve um quadro apreendido pelo TRE. A ação foi publicada nas redes sociais de Flávio Bolsonaro. Motivo? O item tem a imagem de Jair Bolsonaro estampada.
Máquina de lorotas
Ronaldo Caiado (PSD) não aguentou as lorotas de Lula na ONU sobre combate à corrupção. “Só faltou explicar por que até hoje ninguém pagou pelo escândalo dos aposentados. E o Lulinha? E o Jaques Wagner?”.
Reforço paulista
Cleitinho (Rep) vai ganhar reforço na disputa pelo governo de Minas Gerais. O governador Tarcísio de Freitas, correligionário e candidato à reeleição em São Paulo, vai gravar material para campanha do senador.
Emergência providencial
A dias da eleição, o governo Lula descobriu uma “urgência” de R$64,3 milhões para ações em comunidades indígenas. A grana saiu por crédito extraordinário, reservada para gastos urgentes e imprevisíveis.
Reincidente
Já são 15 as vezes em que Flávio Bolsonaro (PL) bate à porta do TSE para cobrar ação contra Lula, que ele acusa de abusar da estrutura do governo para uso eleitoral. Sem surpresa, raramente rende punição.
Pergunta na ONU
É mais caro manter Lula lá fora ou segurar aqui dentro?
PODER SEM PUDOR
O Brasil no contragolpe
O imperador da Etiópia, Hailê Selassiê, foi deposto pelo próprio filho quando fazia visita oficial ao Brasil, a convite do presidente Juscelino Kubitscheck, liderando uma comitiva que era uma pequena multidão. Em conversa com JK, o imperador pediu dinheiro para voltar, dar um corretivo no filho e retomar o poder. JK ordenou que o ministro da Fazenda, Horácio Lafer, desse dinheiro a Selassiê antes de o Congresso aprovar o empréstimo. Lafer advertiu: “Os parlamentares não vão aprovar isso”. JK respondeu: “Vão aprovar, Lafer. Basta mostrar essa comitiva toda como asilada”. Selassiê retomou o poder e se manteve nele por mais quinze anos.
(Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos – Instagram: @diariodopoder)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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