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Política Lula vence Flávio Bolsonaro por 48% a 43% em cenário de 2º turno, aponta nova pesquisa Datafolha

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Números apontam estabilidade, com oscilações dentro da margem de erro. (Fotos: Reprodução)

A pesquisa Datafolha divulgada nessa sexta-feira (24) pelo site da Folha de S.Paulo mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais. O petista aparece com 48% das intenções de voto, um ponto percentual acima do registrado em junho, enquanto Flávio permanece com 43%. Outros 9% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 1% disse não saber em quem votaria.

Em um cenário de segundo turno contra o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), Lula registra 47% das intenções de voto, mesmo índice da pesquisa anterior, enquanto Caiado oscilou de 41% para 40%. Nesse cenário, 11% optariam por branco, nulo ou nenhum dos candidatos, e 2% não souberam responder.

Já em uma disputa contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 48%, repetindo o desempenho de junho. Zema soma 40%, um ponto percentual a mais do que no levantamento anterior. Os votos em branco, nulos ou em nenhum candidato representam 10%, enquanto 2% dos entrevistados disseram não saber.

No cenário de primeiro turno, Lula lidera com 40% das intenções de voto, um ponto percentual abaixo da pesquisa de junho, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 32%, um ponto acima do levantamento anterior. Na sequência estão Ronaldo Caiado, com 4%; Romeu Zema e Renan Santos (Missão), ambos com 3%; Augusto Cury (Avante), com 2%; e Samara Martins (UP), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Rui Costa Pimenta (PCO), todos com 1%. Hertz Dias (PSTU), Edmilson Costa (PCB) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. Além disso, 8% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 3% disseram não saber.

O levantamento também mediu a rejeição aos possíveis candidatos. Flávio Bolsonaro lidera esse índice, com 48%, seguido de Lula, com 46%. Romeu Zema aparece com 13% de rejeição, enquanto Cabo Daciolo, Ronaldo Caiado e Renan Santos registram 12% cada. Rui Costa Pimenta tem 11%, Samara Martins, 9%, Edmilson Costa e Leonardo Avalanche, 8% cada, e Augusto Cury e Hertz Dias, 7% cada. Outros 2% afirmaram rejeitar todos os candidatos, 1% disseram que votariam em qualquer um e 3% não souberam responder.

Em relação à avaliação do governo, os índices permaneceram praticamente inalterados em comparação com junho. Para 38% dos entrevistados, a gestão Lula é ruim ou péssima, enquanto 32% a consideram ótima ou boa. Outros 28% classificam o governo como regular, e 1% não soube opinar.

Já a aprovação do governo apresenta um cenário de empate técnico. Segundo o Datafolha, 49% aprovam a administração do presidente Lula, um ponto percentual acima do levantamento anterior, enquanto 48% desaprovam, um ponto a menos do que em junho. Outros 3% não souberam responder.

O Datafolha ouviu 2.004 pessoas entre os dias 22 e 24 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01166/2026.

Tarifaço

Esta foi a primeira pesquisa realizada pelo instituto após a confirmação do novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O governo americano anunciou, em 15 de julho, a aplicação de uma tarifa de 25% sobre itens importados do Brasil, medida que entrou em vigor em 22 de julho, mesma data em que começou a coleta de dados do levantamento.

O anúncio ocorreu após viagens de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para tratar do tema. O senador se reuniu com o presidente Donald Trump na Casa Branca, enviou uma carta ao governo americano e participou de uma audiência pública no Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), ocasiões em que defendeu o adiamento da aplicação das tarifas. Lula reagiu às articulações do adversário, atribuindo a ele a responsabilidade pelo tarifaço e classificando a medida como um ataque à soberania brasileira. (Com informações do portal de notícias g1)

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