Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 17 de fevereiro de 2016
O México é um país com uma imagem internacional fortemente marcada pelo machismo e poucas instituições simbolizam essa percepção como a luta livre. Mas mesmo este meio parece ter lugar para a diversidade: desde os anos 40 existe um tipo de lutador chamado de “exótico”. E um dos mais famosos representantes desta vertente é Cassandro, que se autodenomina o “Liberace da luta livre”.

Com 27 anos de carreira, Cassandro tem o respeito do público e dos colegas. (Foto: Reprodução)
“Tenho 45 anos e 1,60 m de altura. Sou pequeno em comparação com a maioria dos lutadores”, conta. Cassandro diz ter sido alvo de discriminação desde criança. Aos 16 anos, mudou-se de vez para o México e começou a treinar para ser lutador. No ringue, via uma oportunidade de se sentir forte. “A luta é tão masculina, tão machista. Muitas pessoas dizem que ‘um homossexual não pode lutar’. Então, gosto de provocá-las um pouco”, brinca Cassandro.
Cassandro mostrou ainda que um homem gay pode lutar bem. da Associação Universal de Lutas.
O sucesso, porém, teve efeitos colaterais na vida do então jovem lutador. “Tive que lidar com fama e dinheiro. E, quando descobri as drogas e o álcool, senti-me anestesiado. Já não me lembrava dos insultos ou das pancadas”, declara. Em junho de 2003, contudo, Cassandro se internou em uma clínica de desintoxicação.”Sabia que precisava mudar”, afirma.
Dezoito dias depois de completar seu tratamento, voltou aos ringues. “Foi o momento em que mais tive medo na vida.” Oito anos mais tarde, Cassandro novamente foi campeão, conquistando o Mundial de Pesos-Médios, em Londres (Inglaterra). (BBC)
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