Quinta-feira, 28 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de dezembro de 2015
O presidente eleito da Argentina, Mauricio Macri, informou que deixará a administração de seu patrimônio conseguido como empresário nas mãos de um gestor independente. O dinheiro seria administrado por meio de um mecanismo chamado de “fideicomisso cego”, que consiste em destinar temporariamente seu patrimônio para que uma terceira pessoa o administre.
Segundo valores declarados pelo político antes da eleição, Macri tem 52 milhões de pesos (cerca de 14 milhões de reais). O objetivo da medida seria evitar conflito de interesses ao tomar decisões que poderiam influenciar seu patrimônio.
“Procuro um instrumento que dê maior transparência à minha situação patrimonial, para demonstrar que não tomo decisões ligadas ao meu patrimônio enquanto esteja na presidência”, disse Macri, em entrevista no domingo.
Filho de um dos empresários mais ricos do país, com atuação nos setores agroindustrial e de construção civil, Macri disse que suas empresas não têm contratos com o governo. “Obviamente, se baixam as retenções [impostos pagos pelos ruralistas] e se exporta mais, todo o bem que fizer o governo permitirá que essas atividades cresçam.” (Folhapress)
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