Sexta-feira, 19 de junho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
15°
Light Rain

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Maduro anuncia tomada de fábricas paralisadas e prisão de empresários na Venezuela

Compartilhe esta notícia:

(Foto: Reprodução)

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, ordenou neste sábado (14), como parte do estado de exceção decretado na sexta-feira (13), a intervenção nas fábricas que estiverem paralisadas e a detenção dos empresários que pararem a produção com o objetivo de “sabotar o país”.

“No âmbito desse decreto em vigor (…) tomemos todas as ações para recuperar o aparelho produtivo que está sendo paralisado pela burguesia (…), e quem quiser parar para sabotar o país que vá embora, e o que fizer isso deve ser algemado e enviado para a PGV (Penitenciária Geral da Venezuela)”, declarou Maduro, em um comício no centro de Caracas.

A medida pode implicar a tomada de quatro fábricas de cerveja da Empresas Polar – a maior produtora de alimentos e de bebidas do país. Essas unidades se encontram paralisadas desde 30 de abril passado pela falta de acesso a divisas para importar insumos, de acordo com a companhia, dentro do estrito controle cambial imposto em 2003 pelo então presidente Hugo Chávez (1999-2013).

“Planta parada, planta entregue ao povo! (…) Vocês vão me ajudar a recuperar todas as plantas paralisadas pela burguesia”, lançou Maduro a seus milhares de seguidores durante o ato.

Também neste sábado, Maduro ordenou a realização de “exercícios militares” no próximo sábado (21), para enfrentar o que denunciou como “ameaça externa”, após decretar estado de exceção no país.

“No próximo sábado, convoquei exercícios militares nacionais das Forças Armadas, do povo e da milícia, para nos prepararmos para qualquer cenário”, afirmou Maduro, em entrevista à televisão no encerramento da mobilização chavista.

Emergência
Em uma cadeia de rádio de televisão, Maduro assinou na sexta-feira à noite um decreto de “estado de exceção e de emergência econômica” por três mais meses para “neutralizar e derrotar a agressão externa” que, afirmou, afeta o país.

Acompanhado do gabinete ministerial no palácio de governo, o presidente ampliou deste modo os alcances de um decreto de emergência econômica em vigor desde janeiro, cuja prorrogação de dois meses expirava no sábado (14).
Maduro – que enfrenta uma severa crise econômica e cuja administração é reprovada por 68% dos venezuelanos, segundo o instituto Venebarómetro – não explicou se a medida implicará a restrição dos direitos civis.

Na quinta-feira (12), o presidente havia anunciado a ampliação do decreto para impedir que a oposição venezolana – que controla o Parlamento – execute um golpe de Estado contra ele do modo como, segundo ele, aconteceu no Brasil com Dilma Rousseff. (AG)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Corrida rústica será neste domingo em Esteio
Multidões foram às ruas nos Estados Unidos para pedir controles mais restritos para a venda de armas
Pode te interessar