Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 17 de março de 2016
Nascida com uma doença rara grave, a pequena Suelen, de 3 meses, precisa ser tratada com um leite especial – e muito caro. Cada lata custa cerca de 1,5 mil reais. Desde que nasceu, só na última semana recebeu alta e voltou para casa em Campo Grande, no Rio, onde mora com a mãe e a avó.
A mãe, Karolayne de Carvalho Jorge, 17 anos, mostra a receita em que o médico orienta que a dieta do bebê seja feita com três latas de leite por mês. Mas, apesar de ordem judicial para que o produto seja fornecido, a Secretaria municipal de Saúde ofereceu apenas uma lata e meia, informando que seria o suficiente para os próximos 40 dias.
“Além do leite, ela precisa de medicamentos caríssimos. Os médicos deram alta do hospital e ela voltou para casa, mas o que eu vou dar de comer para minha filha? Eu não tenho dinheiro, o Estado está falido e o município enrola. Se ela tomar outro leite, ela piora muito”, denuncia Karolayne, que criou, no Facebook, a página “Força Suelen”.
Na noite de terça-feira (15), Suelen voltou a ser internada no hospital com baixo peso. Aos 3 meses, a menina pesa apenas 2,3 quilos. A menina nasceu com um erro inato de metabolismo, que, sem tratamento, causa apneia, convulsão, queda do batimento cardíaco, vômitos e, em alguns casos, pode levar à morte.
Segundo a mãe, a bebê rejeita qualquer alimento que não seja o leite OAC Med Plus A. Nos dois primeiros meses de vida, a criança ficou internada no hospital onde tinha acesso ao leite. Após transferência para outro hospital, os problemas com a falta do alimento especial começaram, segundo a mãe.
“Cheguei desesperada com a minha filha e eles não sabiam como tratá-la. Mesmo eu dizendo que ela precisava do leite especial, insistiram no leite normal. Disseram que estavam fazendo testes com ela, mas minha filha não é cobaia de ninguém”, diz a mãe. “Eu pensei em pedir doações para comprar o leite e os medicamentos, mas não adiantaria. É direito da minha filha ter esse tratamento fornecido pela saúde pública.”
Com medo de a última lata do leite chegar ao fim, Karolayne entrou com uma ação judicial contra município e o Estado por meio da Defensoria Pública. (AG)
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