Segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 10 de maio de 2015
Mães de dois recém-nascidos que foram trocados há cinco anos em uma maternidade de Goiânia, Elaine Gomes e Queila Celina dos Santos Fagundes moram atualmente próximas uma da outra e fazem questão de que as crianças convivam juntas. Ambas dividem o amor e o carinho e se consideram mães dos dois. Após ser descoberto, o caso ganhou grande repercussão em todo o País.
Um exame de DNA feito na época comprovou que os bebês que haviam levado para casa não eram seus filhos biológicos. Queila fez o exame porque estava sendo alvo de fofocas pelo fato de a criança não parecer com ela ou com o marido.
Cerca de um ano após o nascimento, a troca foi desfeita diante do juiz. Daivison Samuel foi para a casa de Queila e Lucas Daniel para a de Elaine. Hoje, as duas famílias moram em Nerópolis, a 22 quilômetros de Goiânia (GO), e tem ótimo relacionamento. Mas o início não foi tão fácil assim.
“Ele não me aceitava em nada, nenhum carinho, nenhuma mamadeira. Foi algo que só o tempo para poder apagar”, diz Queila.
Elaine segue o mesmo discurso. “Hoje, graças a Deus, está tudo bem. Nos adaptamos, estamos morando próximo, mas na época foi muito difícil de superar”, relembra.
Os dois garotos sempre brincam juntos e tratam do assunto com naturalidade. Eles se tratam como irmãos e dizem ter duas mães cada um. Nas casas das duas famílias, também há fotos dos dois espalhadas pelos cômodos. (AG)
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