Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 20 de fevereiro de 2026
O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor foi detido na manhã de quinta-feira, tornando-se o primeiro membro da realeza britânica a ser levado sob custódia na história moderna. A ação marca um novo capítulo no escândalo que envolve o irmão do rei Charles III e aprofunda uma crise institucional considerada por analistas como a mais grave desde a morte de Diana, Princess of Wales, em 1997.
A detenção ocorreu no dia em que Andrew completava 66 anos. Viaturas policiais descaracterizadas foram vistas chegando à sua residência temporária na propriedade de Sandringham, em Norfolk. Ele foi posteriormente libertado, mas segue sob investigação. Não houve acusação formal até o momento.
A polícia de Thames Valley informou que Andrew foi detido sob suspeita de má conduta no exercício de funções públicas — infração que envolve o abuso ou a negligência deliberada de poderes vinculados a cargo oficial.
O ex-príncipe atuou como enviado comercial do Reino Unido entre 2001 e 2011. Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicam que, nesse período, ele manteve contato com o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
As autoridades britânicas avaliam se Andrew teria compartilhado material confidencial com Epstein e investigam alegações de que uma mulher teria sido traficada ao Reino Unido para um encontro com ele. A polícia ressalta que Andrew não foi acusado de crimes sexuais.
O ex-príncipe nega todas as acusações e afirma jamais ter presenciado ou suspeitado dos crimes atribuídos a Epstein.
Em comunicado curto e direto, Charles III declarou ter recebido a notícia “com a mais profunda preocupação” e afirmou que “a lei deve seguir seu curso”. O texto, divulgado em nome próprio, enfatiza apoio “total e inequívoco” às autoridades.
Fontes indicam que nem o rei nem o Palácio de Buckingham foram avisados previamente sobre a detenção.
A postura de Charles contrasta com a abordagem adotada pela falecida Elizabeth II, frequentemente criticada por ter demorado a afastar Andrew de funções públicas após a entrevista controversa concedida à BBC, em 2019.
Desde que assumiu o trono, em 2022, Charles retirou do irmão o título de príncipe e o expulsou da residência oficial em Windsor.
A maior crise desde Diana
Especialistas ouvidos pela imprensa britânica avaliam que o caso representa o maior teste à monarquia desde a morte de Diana. A historiadora real Kate Williams afirmou que a família enfrenta “um enorme problema: distanciar-se de Andrew”.
O comentarista Sandro Monetti declarou que “a questão Andrew passou a definir — e continuará a definir — todo o reinado de Charles”. As informações são do jornal O Globo.
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