Quinta-feira, 07 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de maio de 2026
O estudo reúne dados sobre remuneração da alta gestão, perfil dos executivos, setores mais aquecidos e posições com maior demanda.
Foto: Evermonte/DivulgaçãoA maior parte dos executivos brasileiros ainda é remunerada com foco no curto prazo, sem participação relevante nos resultados futuros das empresas. Esse é um dos principais achados do Report de Remuneração Diretoria Executiva 2026, da Evermonte Executive & Board Search, apresentado nessa terça-feira (5) no Instituto Ling, em Porto Alegre, durante evento que reuniu dezenas de lideranças empresariais para debater estratégias diante do aumento da competitividade e da escassez de profissionais no mercado.
O estudo reúne dados sobre remuneração da alta gestão, perfil dos executivos, setores mais aquecidos e posições com maior demanda. Com base em entrevistas realizadas com 1.976 executivos, o levantamento indica que 70,3% não recebem incentivos de longo prazo – como participação acionária, bônus plurianuais ou programas de sociedade. Entre as empresas que adotam esses mecanismos, os formatos mais comuns são stock options (13,6%) e bônus de longo prazo (10,66%), enquanto estruturas como partnership (5,64%) ainda têm menor presença.
Segundo o Managing Partner da Evermonte, Artur de Castro Frischenbruder, o modelo de remuneração influencia diretamente o comportamento das lideranças e ainda está em evolução no país. “Se a maior parte da remuneração está ligada ao curto prazo, as decisões tendem a seguir essa lógica. O desafio é equilibrar o resultado imediato com uma construção consistente de valor. Este é o sexto estudo que realizamos sobre o tema e, até aqui, o mais robusto em termos de dados e conteúdo”, afirmou.
A adoção de incentivos de longo prazo varia conforme o perfil das organizações: companhias de capital aberto e empresas controladas por fundos concentram modelos mais estruturados, enquanto empresas familiares ainda operam majoritariamente com remuneração tradicional. O recorte por setor reforça essa diferença, com maior presença em áreas de tecnologia e menor incidência em segmentos industriais mais tradicionais.
Nos benefícios, há maior padronização: plano de saúde (72,3%), vale alimentação ou refeição (69,7%) e seguro de vida (56%) aparecem como os mais recorrentes – o que indica que esses itens já funcionam como base da remuneração indireta, com menor poder de diferenciação entre empresas. Já a previdência privada ainda tem adesão limitada.
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